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17/08/2016
Caminhão foi incendiado na ação dos bandidos no ataque à sede da Protege em Santo André (Foto: TV Globo/Reprodução)
Homens armados atacaram e invadiram a sede de uma empresa de transportes de valores Protege, no Bairro Campestre, em Santo André, no ABC paulista, na madrugada desta quarta-feira (17). Houve tiroteio, explosões e danos ao prédio da empresa. Um segurança ficou ferido, segundo a empresa. Ninguém foi preso e ainda não há informações sobre quantia de valor roubado. Foi o quarto grande ataque a uma sede de transportadora no estado este ano.
Moradores relataram que foram rajadas de tiros por mais de 40 minutos. Moradores vizinhos à sede da empresa de transporte de valores Protege, em Santo André, relataram ao G1 os momentos de pânico que viveram na madrugada desta terça-feira (17) durante a ação dos bandidos. “Ouvimos tiros e deitamos no chão. A reação foi de pânico”, afirma a bancária Nayane Matias, que mora em frente à sede da Protege.
Ela conta que começou a ouvir disparos por volta das 3h20 e que, imediatamente, deitou no chão do quarto e preferiu não arriscar caminhar pelo apartamento. Segundo a bancária, os disparos continuaram até 4h05, e houve ainda o estouro de três bombas. O prédio onde mora Nayane também foi atingido por balas na fachada. Vidros ficaram estilhaçados. “Achei que o prédio fosse cair”, afirma.
O empresário Márcio Rocha da Silveira mora a cerca de 2 km da Protege e levou um susto no meio da madrugada. "Acordei ouvindo explosões e um tiroteio intenso", relatou. "Primeiro achei que era trovão, mas logo vi que era tiroteio", relata ele que mora no Parque São Ramalho, perto da sede da transportadora de valores atacada nesta madrugada.
Nas redes sociais, usuários relataram longo tiroteio, explosões e alertaram para moradores da região não saírem de casa. Balas de fuzil teriam atingido imóveis que ficam perto da sede da empresa de valores.
Um condomínio que fica ao lado da sede da Protege também foi atingido com marca de balas. "Achei que era balão ou fogos, foi um terror. Moro no sexto aqndar não sabia de onde estavam atirando", disse um morador.
Em nota, a Protege afirma que " a atuação dos Vigilantes e as barreiras do sistema de segurança impediram o roubo e maiores consequências. Houve registro de um colaborador ferido por estilhaços, que já recebeu atendimento e, felizmente, passa bem. A Protege aguarda a apuração dos fatos e, para isso, colabora com as autoridades policiais em sua investigação".
Vídeo mostra ação
Imagens de câmeras de seguranças obtidas pelo Bom Dia São Paulo mostram um grupo de seguranças atirando durante a ação contra a sede da Protege.
O ataque deixou veículos incendiados - dois deles no entorno de uma base da PM - e o imóvel da empresa parcialmente danificado. Na fuga, a quadrilha ateou fogo em caminhões e carros e colocou pregos na rua para evitar a aproximação dos policiais.
Um feirante foi abordado pelos bandidos e teve de descer do caminhão que em seguida foi incendiado. "Atiraram no caminhão e mandaram ele descer", relata Lenice da Silva, mãe do feirante.
O viaduto Grande São Paulo, na Vila Prudente, ficou interditado por causa dos carros queimados no local. O bloqueio da via, que é um importante acesso ao ABC paulista, causa congestionamento na região.
Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) levaram uma série de explosivos encontrados nas proximidades da sede da empresa para ser detonado em um terreno baldio entre as avenidas Guido Aliberti e dos Estados, em Santo André.
Em nota enviada ao Bom Dia São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública afirma que assim como em casos semelhantes a polícia civil e militar vai responder à altura e tão rápido para prender os assaltantes. A perícia está sendo feita para apurar o caso.
Como acontecem os ataques
Esta foi a quarta grande ação de bandidos contra prédios de empresas transportadoras de valores registradas este ano. Outros três assaltos aterrorizantes aconteceram em Campinas, Ribeirão Preto e Santos.
No ataque a Santo André, moradores relataram um tiroteio de cerca de 40 minutos. Carros e caminhões foram incendiados. Ainda não há informações sobre o valor que tenha sido roubado.
Nestes crimes, a quantidade de assaltantes (pelo menos 20), o horário dos roubos (às 4h) e a fuga (por rodovias) levam a Polícia Civil a suspeitar que os crimes estão sendo cometidos por uma mesma quadrilha –ligada à facção que age dentro e fora dos presídios paulistas.
Para dificultar a reação da Polícia Militar (PM), assaltantes passaram a bloquear ruas com carros e espalharam pregos retorcidos nas vias. Isso foi feito nos três ataques realizados às empresas de transporte de valores. Dinamites roubadas de pedreiras serviram para explodir paredes das bases e chegar aos cofres.
Fonte: g1.globo.com