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08/09/2016
Entre as grandes apostas dos Jogos Paralímpicos, o velocista brasileiro Yohansson Nascimento, já acumula quatro medalhas em ParalímpiadasCompetição começa no dia 7 de setembro, e segue até o dia 18, no Rio de Janeiro. Delegação brasileira terá 287 competidores
Dezessete dias após o encerramento da Olimpíada, o Rio de Janeiro volta a se organizar para receber outro grande evento esportivo: os Jogos Paralímpicos, entre os dias 7 e 18 de setembro. O evento reunirá cerca de 4,3 mil atletas, de 160 países para disputar 23 modalidades. A cerimônia de abertura está marcada para a próxima quarta-feira, feriado do dia 07.
O evento aporta no Brasil na sua 12ª edição, a primeira na América Latina e na América do Sul. A delegação nacional conta com o número recorde de atletas, são 287 que vão participar de 22 modalidades.
Jogando em casa, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) espera que o Brasil chegue em 5º lugar, no quadro de medalhas, com desempenho superior ao de Londres, em 2012, quando ficou em 7º lugar, com 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze. No ano passado, nos jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, a equipe verde e amarela terminou em primeiro lugar, foram 257 medalhas: 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze. O Brasil superou países tradicionais como Estados Unidos e Canadá.
O chefe da missão brasileira nos Jogos Paralímpicos, Edilson Alves da Rocha, o Tubiba, garante que o país não se destacará apenas por ser a mais numerosa do Brasil na competição, mas por ser a melhor preparada e focada para o evento.
Natação
Na natação, o Brasil também tem tradição de se destacar nos Jogos Paralímpicos. Daniel Dias, que é o maior medalhista do país, com 15 conquistas, poderá ganhar mais de uma medalha no Rio de Janeiro. Outros destaques são Clodoaldo Silva, que participa de Paralimpíadas desde 2000, e já acumula 13 medalhas, e André Brasil, que desde 2008 tem dez medalhas paralímpicas.
No total, o Brasil já conquistou 83 medalhas na natação em Jogos Paralímpicos, sendo 28 de ouro, 27 de prata e 28 de bronze. É a segunda modalidade que mais medalhas deu ao Brasil na Paralimpíada, atrás apenas do atletismo.
Futebol
Modalidade tricampeã paralímpica, o futebol de 5, praticado por atletas cegos, também tem grande chance de medalha. Os brasileiros conquistaram medalhas de ouro na modalidade em Atenas (2004), em Pequim (2008) e em Londres (2012). Além disso, o futebol de 5 é tetracampeão mundial e não perdeu nenhum campeonato desde 2006.
Goalball
Outro esporte com grande chance de subir ao pódio é o goalball, desenvolvido exclusivamente para pessoas cegas. Tanto na categoria masculina quanto na feminina, já ganharam medalhas de ouro nos jogos Parapan-Americanos do ano passado, em Toronto. Em Londres, o goalball masculino ficou com uma medalha de prata.
Judô
No judô, também praticado por deficientes visuais, os atletas brasileiros estarão disputando em 12 categorias, e a expectativa é de que possam conquistar de duas a três medalhas.
O principal brasileiro da modalidade é Antônio Tenório, responsável pela primeira medalha de ouro brasileira, em Atlanta (1996). No total, o judô já rendeu ao Brasil 18 medalhas na história dos jogos, sendo quatro ouros (todos por Antônio Tenório), cinco pratas e nove bronzes. Na Olimpíada de Londres, em 2012, o judô comquistou uma medalha de prata e três de bronze.
Outros esportes
Esgrima em cadeira de rodas, bocha, goalball e vôlei sentado são outros esportes fortes e que devem trazer conquistas para o Brasil.
Atletismo
Modalidade em que o Brasil conquistou mais medalhas até hoje, o atletismo é candidato a garantir vários lugares no pódio e terá papel fundamental para o bom desempenho do país na classificação geral. A expectativa do CPB é conquistar entre 11 e 14 medalhas de ouro na competição. Para isso, a pista do Estádio Olímpico receberá 61 para-atletas brasileiros.
Entre eles estão: Terezinha Guilhermina, Lucas Prado, Yohansson Nascimento, Petrúcio Ferreira, Alan Fonteles e Verônica Hipólito. Todos têm chances reais de subir ao lugar mais alto do pódio de suas respectivas provas e classes. A maioria deles, inclusive, vai competir em mais de uma prova, podendo trazer mais de uma medalha para o Brasil.