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10/09/2016

EDIÇÃO - 3196 PARALIMPÍCOS BUSCAM CONQUISTAR MAIOR VISIBILIDADE

Abertura das Paralímpiadas 2016

Embora o Brasil seja uma potência mundial nas Paralimpíadas, a visibilidade dos paratletas é baixa

O Brasil está sediando, desde a última quarta-feira, 7 de setembro, um dos eventos esportivos mais fantásticos do mundo: a Paralímpiadas Rio 2016. O evento, que ocorre desde 1960 – em sua primeira edição em Roma – reúne paratletas do mundo inteiro.

Esse ano são 176 países que estão disputando 528 provas, durante os onze dias de evento, em 23 modalidades esportivas.

Os paratletas brasileiros, que conquistaram 43 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Londres – 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze – buscam as primeiras colocações no quadro geral.

Nomes de ouro
O Brasil se destaca em várias modalidades esportivas dos Jogos Paraolímpicos, mas a natação é a que mais tem rendido bons resultados para o país.

Daniel Dias, que ganhou seis ouros nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, será um dos destaques nas piscinas do Rio de Janeiro. Outro nome importante na modalidade é o de André Brasil, que há quatro anos ganhou três medalhas de ouro e duas de prata.

Atletismo
No Estádio Olímpico, onde são disputadas as provas de atletismo, Teresinha Guilhermina, que ganhou dois ouros em Londres, volta para as pistas na disputa por mais medalhas. A dupla de velocistas Petrúcio Ferreira e Yohansson Nascimento, que disputa os 200 metros e o recordista mundial nos 400 metros, Daniel Tavares são outros nomes que também podem brilhar no lugar mais alto do pódio durante os Jogos Paralímpicos.

Futebol
O futebol não poderia ficar de fora. Na versão da modalidade para cegos, o Brasil é tricampeão paralímpico. Jogando em casa, a equipe brasileira buscará o tetracampeonato.

Ingressos disponíveis
O Comitê Organizador dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 está preocupado com o público que estará presente no evento. A Paralimpíada não tem conseguido engatar um grande número de vendas.

No início da semana, uma polêmica tomou as redes sociais em torno da campanha #TodosSomosParalímpicos, com a Cléo Pires e o Paulo Vilhena, que tinha como intenção dar visibilidade aos paratletas e aumentar o número de venda dos ingressos. Porém, ao colocar dois atores na campanha principal – ambos como se fossem deficientes físicos – gerou revolta de muitos usuários da rede.

A principal reclamação em relação à campanha foi em relação aos personagens. Se a intenção era incentivar a visibilidade, os esportistas deveriam ter sido divulgados, não atores.

Os ingressos estão a venda no site https://www.rio2016.com/. Os preços são acessíveis e custam a partir de R$ 10.

Enquete
Para saber o que poderia ser feito para dar maior visibilidade às Paralimpíadas, a Tribuna de Ituverava foi às ruas nesta semana.

Visibilidade e Respeito
Embora o Brasil seja uma potência mundial nas Paralimpíadas, a visibilidade dos paratletas e das modalidades esportivas ainda são muito baixas.

Isso porque os Jogos, apesar de serem divulgados, não são televisionados com a mesma grandeza que os Jogos Olímpicos – que são vistos por milhões de pessoas ao redor do mundo.

O fato afeta diretamente o retorno positivo que os paratletas poderiam ter, não só de patrocinadores, mas da própria torcida brasileira. O reconhecimento é pequeno para pessoas que merecem todos os holofotes do mundo, pela garra, dedicação, condicionamento, vontade e vitória.

Porém, mesmo sem grande apoio, os paratletas mostram, da maneira mais singela, o quão vitoriosos são. Seja na pista, na quadra ou na piscina, brasileiros e brasileiras conquistam, cada vez mais, a própria superação para mostrar que são gigantes do esporte.

Confira as respostas:

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