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20/09/2016

GRUPO DE RIBEIRÃO PRETO PROMOVE PALESTRAS SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Palestra sobre doação de órgãos, realizada na Santa Casa

Ituverava recebeu na última quinta-feira, 15 de setembro, uma equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que veio à cidade para proferir duas palestras: uma voltada a alunos da Escola Estadual “Capitão Antônio Justino Falleiros” e outro para profissionais da Santa Casa de Misericórdia.

As palestras fazem parte da campanha Setembro Verde, que tem o objetivo de conscientizar a população a respeito da importância da doação de órgãos.

Para ser doador, no Brasil, não é preciso deixar nada por escrito. Muitas pessoas acham que é preciso registrar a opção em um documento, mas não é mais necessário. A doação só acontecerá com autorização da família.

Há dois tipos de doadores: o vivo e o morto. O doador vivo é qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde e seja compatível com a pessoa que vai receber o órgão.

O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau (pais, filhos, irmãos, avós, netos, tios e primos), além dos cônjuges, podem ser doadores em vida. Para os não parentes, somente com autorização judicial.

Conscientização
“Nós fazemos esse trabalho de divulgação a respeito da importância da doação de órgãos durante todo o ano, porém o intensificamos neste mês devido à campanha Setembro Verde. Buscamos conscientizar as pessoas a respeito da importância da doação e também para que entendam melhor este processo, pois já não precisa deixar por escrito o desejo de fazer a doação”, destaca uma das representantes da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Margarida Chiareti

“Sabemos da importância da comunicação, então procuramos fazer este trabalho de forma bastante abrangente, pois cada pessoa pode ajudar a difundir o conhecimento obtido”, ressalta.

A assistente social da Santa Casa de Misericórdia, Jovina Chiba Ide, fala sobre a importância desta palestra. “Já conhecemos há muito tempo o trabalho da OPO e tivemos a honra de recebê-los para esta palestra, que foi muito instrutiva. A Santa Casa desenvolve um importante trabalho de conscientização, buscando, através de reuniões periódicas, traçar metas para que o número de doadores seja cada vez maior”, completa Jovina.

Doadores falecidos
Já os doadores falecidos são os pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano grave ou AVC (derrame cerebral) extenso.

Eles podem doar órgãos e tecidos, com autorização de parentes até 2º grau. É grande o número de passíveis doadores com morte encefálica cujas doações não acontecem e, conseqüentemente, muitas outras deixam de ser contempladas com tão importante procedimento.

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em fila única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Quem irá recebê-los depende de diversos fatores, tais como compatibilidade, idade, doenças associadas, maior ou menor urgência, conforme avaliação da equipe cirúrgica e sempre com o conhecimento do receptor.

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