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26/09/2016
Agência do Banco do Brasil de Ituverava, que está em greve
A greve dos bancários completou 18 dias ontem, sexta-feira, sem que os banqueiros e bancários tenham chegado a um acordo. Os bancários têm reunião na próxima segunda-feira, dia 26, para definir os próximos passos da paralisação.
Segundo a Contraf, (Confederação Nacional do Trabalhador do Ramo Financeiro) os bancos reapresentaram a proposta que já haviam feito na reunião do dia 13, que terminou sem acordo. Na no dia 9, os bancários já haviam recusado a outra proposta da Fenaban. A greve teve início dia 6.
De acordo com o Banco Central, o país tem 22.676 agências bancárias instaladas. A Fenaban não tem divulgado balanços diários de agências fechadas, mas informa que a população tem à sua disposição uma série de canais alternativos para realizar transações financeiras.
O Sindicato dos Bancários de Franca, que abrange diversas cidades da região, inclusive Ituverava, continua apoiando a paralisação nacional. “Já é sabido que os bancos não valorizam seus funcionários, mas agora está claro que também não se importam com seus clientes e a população em geral, pois não estão fazendo o mínimo esforço para acabar com a greve”, afirma o diretor do sindicato, Diego Beirigo.
Atendimento ao público
O sindicato tem acompanhado bancos que estão se aproveitando da greve para não atender o público, mesmo com número suficiente de funcionários para fazê-lo. “Ontem, sexta-feira, levamos ao conhecimento da Regional de um grande banco um caso desse tipo e conseguimos que o atendimento fosse retomado, garantindo o atendimento à população”, completa o presidente do sindicato, Edson Roberto dos Santos.
Em Ituverava, as agências dos bancos privados estão funcionando normalmente. Estão paralisados apenas os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Reivindicações
A categoria havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban - de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.
Os sindicatos alegam que a oferta não cobre a inflação do período e representa uma perda de 2,39% para o bolso de cada bancário. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.