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CIDADE

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14/11/2016

ITUVERAVA TERÁ CAMINHADA

Caminhada “Passos que salvam”

Evento será dia 27 de novembro, organizado pelo Hospital do Câncer de Barretos e Grupo ASA

No dia 27 de novembro, Ituverava terá pela primeira vez a caminhada "Passos que salvam", desenvolvida anualmente pelo Hospital do Câncer de Barretos em diversos municípios. Na cidade, o evento é organizado pelo Grupo ASA (Amizade, Solidariedade e Amor), entidade que assiste a portadores de câncer e seus familiares.

O trajeto e o horário ainda não estão sido definidos. Para participar é necessário adquirir um kit (composto por camiseta, boné e garrafinha), que está sendo vendido a R$ 30. O dinheiro arrecadado será revertido ao Hospital do Câncer de Barretos, que atende gratuitamente pacientes de todo o Brasil.

A data foi escolhida por ser o domingo mais próximo do dia 23 de novembro, que é o “Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil”.

Conscientização
O projeto tem o objetivo de esclarecer, despertar a atenção da população para os primeiros sinais e sintomas do câncer em crianças e adolescentes.

Coordenada pelo Hospital de Câncer de Barretos, a ação acontece simultaneamente em várias cidades com a distribuição de folders para conscientizar sobre o diagnóstico precoce da doença.

Em entrevista à Tribuna de Ituverava, a coordenadora do Grupo ASA, Luiza Helena Ferreira, fala sobreo evento. “A caminhada tem um papel extremamente importante e será algo inédito em nossa cidade. A expectativa é que o evento reúna grande público e que seja muito divertido, além de um meio eficiente de contribuir com uma importante instituição de saúde”,afirma.

“Convido a população para participar dessa mobilização. Os interessados em para adquirir o kit podem procurar o Grupo ASA, à Rua Dr. Fernando Costa, 135. O amor é lindo”, ressalta Luiza.

Evento conscientiza sobre o diagnóstico do câncer juvenil
De acordo com o Hospital do Câncer de Barretos, crianças e adolescentes com câncer chegam com a doença em estágio avançado por diversos fatores, como desinformação dos pais, medo do diagnóstico e desinformação dos médicos.

O diagnóstico precoce é prejudicado pela semelhança dos sinais e sintomas com doenças comuns na infância. Os profissionais encontram dificuldade em fechar o diagnóstico, o que atrasa a busca por serviços médicos especializados, por isso, o conhecimento do pediatra e dos pais acerca do câncer é determinante para o diagnóstico rápido e seguro.

O índice de cura do câncer infanto-juvenil no Brasil é de somente 55%, com a conscientização da população para os primeiros sinais e sintomas os índices de cura poderiam ser elevados a níveis semelhantes aos obtidos nos Estados Unidos, onde são 95%.

O sucesso do tratamento depende da habilidade em detectar a doença quando ela ainda está no início, é extremamente importante reconhecer os sinais e sintomas encaminhando a criança precocemente para um tratamento adequado em centros especializados.

Edição anterior
Só para se ter uma ideia da dimensão, a 4ª caminhada "Passos que salvam”, realizada em 2015, reuniu 370 cidades, de 13 Estados, envolvendo cerca de 200 mil pessoas.

O evento contou com cobertura de toda a mídia e mobilizou diversos segmentos da sociedade como Prefeituras, Secretarias, agentes de saúde, escolas públicas e particulares, academias, universidades, comércio, indústrias, famílias de pacientes, polícia militar, bombeiros, etc.

Foram arrecadados R$ 5,8 milhões, que foram destinados para a manutenção e tratamento 100% SUS que o Hospital de Câncer Infanto-Juvenil de Barretos oferece aos seus pacientes.

Diagnóstico precocemente
Quando o diagnóstico é feito precocemente, o tratamento pode ser menos agressivo e as chances de cura muito maiores. Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões.

“Podemos dizer que o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência. Além do envio das crianças mais cedo para tratamento, dando oportunidade de vida aos pacientes, a caminhada tem viabilizado com a captação de recursos através da venda dos kits, fortalecer a pesquisa clínica dos tumores, oferecer uma segunda chance de tratamento com novas drogas para pacientes com recaída ou em progressão de doença, também fortalecido a área de pesquisas de laboratório e genética baseadas no conceito de terapia-alvo, tratamento geneticamente personalizado para aumentar as taxas de cura”, afirma a coordenadora Caminhada Passos que Salvam, Naima Khatib.

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