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21/11/2016
Agente procura larva do Aedes aegypti: campanha de combate ao mosquito começa amanhã
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que a campanha de combate ao Aedes aegypti começará neste domingo, 20 de novembro. O mosquito transmite os vírus da dengue, da zika (associado a casos de microcefalia) e da febre chikungunya.
Segundo Ricardo Barros, entre outros pontos, a campanha será veiculada em meios de comunicação como rádio, televisão e jornais. Para o próximo dia 25, está previsto o Dia Nacional de Mobilização contra o mosquito.
Em Ituverava, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde, haverá distribuição de materiais explicativos e a serão desenvolvidas ações de conscientização, como palestras e vistorias em residências, que já acontecem, mas deverão ser intensificadas.
A Campanha
Serão envolvidos na campanha 500 mil agentes, que vão atuar no combate aos focos do mosquito, indo de casa em casa, com a ajuda das Forças Armadas; 160 mil pessoas foram treinadas para atender casos de microcefalia e o Ministério da Educação orientará professores a reservar 10 minutos, na última aula de toda sexta-feira, para reforçar a necessidade da eliminação de focos do mosquito.
Além disso, foram investidos R$ 80 milhões na compra de larvicidas e equipamentos para pulverização e R$ 200 milhões em pesquisas para vacinas dos vírus da dengue e da zika. Os Ministérios das Cidades e da Justiça deverão articular leilões de carros parados em depósitos que possam ser foco do mosquito.
Casos
O ministro Ricardo Barros informou que os casos de microcefalia associados ao vírus da zika caíram 80% na comparação com 2015.
“Acredito que o auge [de casos do vírus da zika] foi no ano passado. Esse ano devemos ter menos casos, mas, evidentemente, precisamos aguardar as estatísticas”, ressalta.
Segundo o ministro, vacinas contra os vírus transmitidos pelo Aedes aegypti estão em desenvolvimento – nos casos da dengue e da febre chikungunya, já estão, disse, em fase de testes clínicos.
“Temos a possibilidade de para o próximo verão termos vacinas já em linha de produção”, completa.