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20/12/2016

APÓS `PUXÃO DE ORELHA´, VEREADORES SÃO DIPLOMADOS

Em meio ao terremoto causado em Ribeirão Preto pelas revelações e pelos desdobramentos da Operação Sevandija, a Justiça Eleitoral diplomou, ontem, o prefeito Duarte Nogueira (PSDB), o vice-prefeito Carlos Cezar Barbosa (PPS), 26 vereadores titulares e um suplente para a legislatura 2017-2020.



Com o protocolo seguido à risca, a solenidade ocorreu sem imprevistos ou emoções, mas o juiz eleitoral Ricardo Monte Serrat, que comandou o ato, aproveitou a cerimônia para “puxar a orelha” da classe política e cobrar altruísmo (atitude de amor ao próximo) e plena dedicação à população.



Após desejar “que Deus os abençoe e os guie nas funções para as quais foram eleitos”, Monte Serrat ainda ressaltou esperar que eles terminem seus mandatos em quatro anos ouvindo dos ribeirão-pretanos que “governaram para o bem público”, e não para si, que “reergueram a cidade” e que também “foram exemplos de honestidade”.



Afastado de suas funções, desde setembro, pela Operação Sevandija, o vereador reeleito Capela Novas (PPS) não compareceu à cerimônia realizada na Sala do Júri, no Fórum, e em seu lugar foi diplomado o suplente Paulo Henrique Pereira, mais conhecido como Paulinho de Bonfim Paulista (PPS).



Apesar de estar, liminarmente, impedido de tomar posse, no dia 1º de janeiro e afastado até 2020, Capela poderia ter sido diplomado, ontem, segundo o juiz eleitoral. “Ele poderia ter sido diplomado, mas como não compareceu poderá buscar o diploma depois. Não há prazo para isso”, explicou.



Nenhum eleito fez uso da palavra, apenas o juiz eleitor, que homenageou o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, classificando-o de “paladino da Justiça”, e os grupos de escoteiros, que atuaram voluntariamente em quatro escolas nos dois dias de eleição.



Monte Serrat também destacou um trecho de uma crônica de Machado de Assis, que diz que em “época de lassidão e violência, de hostilidade e fraqueza, de agressão e anarquia nas coisas e nas ideias, a sociedade precisa justamente, por se recobrar, de mansidão e energia, de resistência e conciliação”.

“Essa crônica revela a atualidade quando olhamos para o panorama do País. A vítima desse estado de coisas é a fé do homem em seu Deus”, frisou o juiz.



Suplente rouba a cena



O vereador afastado pela Operação Sevandija Capela Novas (PPS) não compareceu à cerimônia de diplomação dos eleitos, na manhã de ontem, no Fórum. Com a ausência de Capela, o único reeleito entre os nove vereadores afastados pela Sevandija, o suplente Paulo Henrique Pereira (PPS), roubou a cena com a sua diplomação. Porém, Paulinho de Bonfim Paulista, como é conhecido, segue na expectativa de tomar posse como vereador no próximo dia 1º. “Cabe recurso da liminar que proíbe a posse do Capela. Fico na expectativa até que se decida definitivamente o que ocorrerá. Não há nada oficial por parte do partido. Fui convidado para a diplomação e, por isso, fui acompanhado de minha família”, ressaltou. Procurada, a advogada Maria Cláudia Seixas disse ainda não poder informar o motivo da ausência de Capela.



Prefeito diplomado - Duarte Nogueira se lembra do pai e reforça compromisso eleitoral

Sem se ajoelhar no chão ou reverenciar o diploma de eleito, como fez sua antecessora, a prefeita afastada Dárcy Vera (PSD), o prefeito eleito, e agora diplomado, Duarte Nogueira (PSDB) apenas ergueu o documento ao recebê-lo das mãos do juiz eleitoral. À imprensa, o tucano voltou a reforçar o compromisso de recuperar a confiança da população na administração pública. Filho do finado ex-prefeito Antônio Duarte Nogueira, o tucano disse ter se lembrado do pai. “É muita emoção, muita alegria, lembrança do meu pai, da minha mãe, dos meus amigos e a responsabilidade de honrar cada voto recebido e cada voto não recebido”, enfatizou.

Fonte: www.acidadeon.com

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