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16/01/2017
A Procuradoria da Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira (16) um pedido de prisão de Lee Jae-yong, vice-presidente da Samsung e herdeiro do conglomerado sul-coreano, por suspeita de suborno e peculato em um escândalo de corrupção que levou ao afastamento da presidente do país, Park Geun-hye.
O pedido deve ser analisado pela Justiça na quarta-feira (18), segundo a agência de notícias Reuters.
Lee pagou 43 bilhões de wons (US$ 36,4 milhões, ou quase R$ 120 milhões) em propina para Choi Soon-sil, amiga íntima da presidente e principal alvo do escândalo de corrupção que atingiu o governo, segundo a Promotoria do país.
Lee Kyu-chul, porta-voz do escritório da Promotira, afirmou que não serão pedidos mandados de prisão a três outros executivos da Samsung interrogados durante o inquérito.
Em nota, o grupo Samsung afirmou que que não aceita as acusações de suborno. "É difícil compreender a decisão da promotoria especial", respondeu a empresa por e-mail a agência de notícias Reuters.
Promotores investigam se o apoio da Samsung a uma empresa e a fundações ligadas a Choi Soon-sil têm relação com a decisão de 2015, do Serviço Nacional de Pensões, de apoiar uma controversa fusão de duas unidades do grupo empresarial (Samsung C&T e Cheil Industries). Ela e o presidente do fundo de pensão estatal (NPS), Moon Hyung-pyo, foram detidos em dezembro.
Os promotores afirmam que Moon recebeu uma ordem de Park para ajudar a fusão e foi indiciado por abuso de poder e falso testemunho. Ele também foi Ministro da Saúde, que supervisiona o NPS, quando o terceiro maior fundo de pensão do mundo apoiou a fusão.
O negócio foi considerado crítico para assegurar que a família de Lee mantivesse o controle sobre o conglomerado Samsung.
Lee Jae-yong, que tem 48 anos e é filho do presidente da Samsung, Lee Kun-hee, e neto do fundador da empresa, vinha assumindo o controle do conglomerado desde que o pai sofreu, em maio de 2014, um infarto que ainda o mantém hospitalizado e sem falar.
Fonte: g1.globo.com