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ECONOMIA

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24/01/2017

VARIAÇÃO NO PREÇO DO MATERIAL ESCOLAR CHEGA A ATÉ 400%

Variação nos preços de materiais escolares é muito grande

Em Ituverava, borracha branca, da marca Mercur, custa R$ 1 em uma livraria e R$ 3 em outra

Após o Procon-SP registrar variação de preço superior a 400% em um item da lista de material escolar, foi a vez da Proteste – Associação de Consumidores identificar discrepância de preços de uma loja para outra. A entidade de defesa do consumidor identificou que um caderno de caligrafia da marca Tilibra apresentou variação de 336% de preço, pois pode ser encontrado de R$ 2,50 até R$ 10,90.

O Levantamento foi feito em 67 lojas especializadas na venda de material escolar nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo neste começo de ano e comparou o preço de 25 itens distintos.

Segundo a Proteste, com a diferença de preço do mesmo produto nos pontos de vendas, o consumidor deve pesquisar antes de concretizar a compra dos produtos.

Para exemplificar a diferença do valor, a Proteste usou como referência a cartolina branca. O item foi encontrado por um preço máximo de R$ 2 e mínimo de R$ 0,40 no Rio e R$ 0,60 em São Paulo, o que representa variação percentual igual a 233% na capital paulista e de 400% na capital carioca.

No Rio de Janeiro, tanto a borracha branca, da marca Mercur, quanto a régua de 30 cm, da marca Acrimet, foram encontradas a um preço mínimo de R$ 1 e máximo de R$ 3,90, o que representa diferença de 290% entre os preços nos locais pesquisados.

Lojas
Uma loja em São Paulo, o custo de uma lista de produtos pesquisados custa R$2 89, valor de apenas 60% da lista solicitadas pelas instituições de ensino.

Já outra loja, também em São Paulo, o custo foi R$ 169,18 para a mesma lista. Segundo a Proteste, a pesquisa pode levar o consumidor a uma economia de R$ 119,82, ou seja, 71%.

No Rio de janeiro, a diferença foi ainda maior. Na loja mais barata o custo dos produtos foi de R$ 133,75. Já na loja mais cara, a lista ficou em R$ 328,30, ou seja, R$ 194,55 mais caro, o que representa uma variação de 145% nos preços.

Ituverava,/b>
Em Ituverava, a situação não é tão diferente. Uma caixa de lápis da marca Faber Castell, de 24 cores, custa R$ 24,70 em uma livraria, enquanto em outra o valor é R$ 47,60, o que representa uma variação de quase 100%. A borracha branca, da marca Mercur, custa R$ 1 em um local e R$ 3 em outro, uma diferença de 200%.

Outro item que tem bastante variação em Ituverava é a cola branca da marca Pritt. A embalagem de 110g custa R$ 4,30 em uma livraria e R$ 6,90 em outro, o que representa uma variação de 60%.

Diretor do Procon dá dicas para economizar na compra
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o diretor do Procon de Ituverava, Marcelo Spósito Liporaci Machado, orienta sobre a melhor maneira de evitar pagar mais caro. “A Fundação Procon, através de pesquisas realizadas, constatou variações de preços nos materiais escolares na ordem de 400% para um mesmo item. Isso se reflete, por óbvio, no comércio local. Por isso, para gastar menos, o consumidor deve fazer a velha e conhecida pesquisa de preços, seja em lojas físicas ou pela internet. Deve também ficar atento à seguintes premissas: nem tudo que é mais caro ou de marca famosa é melhor ou mais adequado. Também deve evitar produtos com personagens, com logotipos ou acessórios licenciados, pois serão mais caros”, afirma.

“Além disso, se possível, os pais ou responsáveis devem evitar levar a criança consigo, pois elas são mais suscetíveis aos apelos de consumo do mercado (publicidade em TV, internet, cinema etc.). A venda de material escolar segue as normas previstas no Código de Defesa do Consumidor de tal forma que, produtos como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas devem conter informações claras, precisas e em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco à saúde”, destaca.

Proibição
Machado ainda lembra que estabelecimentos de ensino não podem exigir dos pais produtos de uso coletivo, como materiais de limpeza e higiene, bem como condicionar a compra do material escolar na própria escola. “Podem vender material escolar, mas como opção ao consumidor. Exceção é feita quando o material didático é apostilado”, completa.

Os filhos precisam de ajuda na volta às aulas
Voltar ao ritmo das aulas após mais de um mês de férias não é uma tarefa fácil para os estudantes. É necessário alguns dias de adaptação para que se acostumem novamente com o horário de acordar e retomar o foco nos estudos. Especialistas afirmam que os adolescentes são os que mais enfrentam dificuldades nesse período, e por isso, precisam de muita atenção dos pais.

A diferença de comportamento de crianças e adolescentes na sala de aula é nítida. Os menores tendem a ser mais curiosos, a fazer mais perguntas em sala e se apegam mais aos materiais escolares. Por isso, fica mais fácil envolvê-los no processo de volta às aulas com a personalização de cadernos e a organização de estojos e de mochilas, por exemplo.

O papel de acostumar o aluno com as rotinas da escola vai além da instituição de ensino.

A preparação para o retorno das aulas deve começar na semana anterior ao início do ano letivo. Nesse período, os pais devem evitar que os filhos fiquem acordados até tarde, para descansarem e acordarem bem dispostos no dia seguinte.

Avisos
Com os filhos, os familiares devem confeccionar avisos e um calendário de rotinas. O material deve ser fixado nas paredes do quarto do estudante ou em um mural confeccionado para este fim. Pode-se usar cartolina, papel e outros materiais. Os avisos não devem ser colocados em meios eletrônicos.

Na semana de preparação, os estudantes já devem voltar à rotina normal de alimentação. Com hora definida para café da manhã, almoço e jantar. Também devem ser cortados doces, sorvetes e salgados durante as refeições. Esses alimentos devem ser restritos ao fim de semana, a fim de que o jovem não se acostume a comer esses itens na sala de aula.

Material escolar
O material escolar deve ser revisado e organizado na companhia da criança. É preciso conversar com o estudante sobre a importância de ter os itens a serem levados para a aula organizados, mostrar para que serve cada um e como tudo deve ser arrumado na mochila antes e depois das aulas.

Os especialistas recomendam que exista um lugar no quarto para guardar o uniforme escolar. Pode ser uma caixa em cima de uma cadeira ou um espaço no guarda-roupas. Assim, a criança e o adolescente vão saber onde colocar o uniforme quando chegar da escola. Isso incentiva a organização e o planejamento dos estudantes.

Quando o estudante, seja criança ou adolescente, realizar atividades relacionadas à rotina escolar, os pais devem ressaltar que ele está mais independente. Frases de apoio, demonstrando reconhecimento e orgulho incentivam os estudantes a serem protagonistas das próprias rotinas e terem consciência das responsabilidades.

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