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27/01/2017
Um mecânico foi preso na quinta-feira (26) por suspeita de fraude em licitação na Prefeitura de São Joaquim da Barra (SP). De acordo com testemunhas e autoridades, ele teria pedido propina para desistir de participar de um pregão. O processo ocorreria durante a tarde, mas foi adiado por tempo indeterminado até a conclusão do inquérito policial.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia Seccional do município e vai responder pelo crime de fraude em licitação mediante oferecimento de vantagens aos concorrentes. Ele foi autuado em flagrante, mas pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado.
"Alguns participantes me informaram que um deles pediu R$ 1 mil para não participar da licitação. Eu pedi para suspender a licitação devido ao ocorrido. Vamos esperar os trabalhos da polícia e depois de resolvido vamos abrir novamente a licitação", disse o procurador Leonardo Pires.
Propina
O edital, publicado pela prefeitura no dia 12 desse mês, é para a contratação de serviços de manutenção mecânica, elétrica, funilaria e pintura da frota municipal. Ao todo, são 140 carros, ônibus, caminhões e máquinas. A mão de obra é paga por hora e por valores que variam entre R$ 68 a R$ 240.
Segundo um empresário que não quis se identificar, oito homens aguardavam em um prédio municipal para participar do processo licitatório até que um deles se aproximou e pediu propina para desistir. Ele ainda teria ameaçado oferecer seu serviço à prefeitura com o menor preço entre todos.
“Ele queria negociar um valor, mas o pessoal não aceitou, somos todos da cidade e não é fácil trabalhar para a prefeitura. Ele fez a proposta para todos, inicialmente pediu R$ 1 mil e depois baixou para R$ 500. Nós o chamamos para perto, tentamos gravar a conversa, mas não conseguimos”, contou.
Outro participante, que também preferiu não revelar a identidade, diz que não acreditou quando recebeu a proposta do suspeito e decidiu comunicar os responsáveis pelo pregão.
“Eu fiquei indignado. Sentei do lado dele e ele me falou: ‘a minha esposa quer mil reais e eu deixo por R$ 500 em dinheiro, não pego cheque’. Perguntei pra ele se ele estava ficando louco, porque a gente paga imposto, é trabalhador. Ele só disse que era daquele jeito ou ‘nada feito’”, disse.
O procurador Leonardo Pires informou que o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar o caso para o mecânico. Se condenado, ele poderá pegar de dois a quatro anos de detenção.
Fonte: g1.globo.com