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02/02/2017
Ex-auxiliar de estoque de uma fábrica de biscoitos de Fortaleza, o cearense Eunício Lopes de Oliveira, 64 anos, deixou nesta quarta-feira (1º) o papel de articulador de bastidores para assumir o comando do Senado pelos próximos dois anos.
Empresário bem-sucedido e produtor rural, o senador de primeiro mandato do PMDB é o segundo parlamentar mais rico do Senado, atrás apenas de Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Eunício, que é graduado em administração de empresas e ciência política, é reconhecido por aliados e até mesmo por adversários como um político "habilidoso" aberto ao diálogo.
O novo presidente do Senado é natural de Lavras da Mangabeira – município cearense localizado a 400 quilômetros de Fortaleza. O peemedebista ingressou na política por influência do sogro, o ex-presidente da Câmara Paes de Andrade, que morreu em 2015 aos 88 anos.
Pai de quatro filhos, o sucessor de Renan Calheiros (PMDB-AL) circula pelos corredores do Congresso Nacional desde 1998, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez. Na Câmara, ele exerceu três mandatos consecutivos e chegou a liderar a bancada do PMDB, a maior da Casa.
O bom trânsito nos carpetes verdes da Câmara abriu as portas do Palácio do Planalto a Eunício. Em 2004, em meio ao segundo mandato como deputado, ele foi convidado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o comando do Ministério das Comunicações.
Em 2010, com a bênção de Lula, Eunício decidiu dar um salto na carreira política e, em vez de tentar a reeleição pela terceira vez, se lançou na corrida por uma vaga no Senado.
À época, ele enfrentou nas urnas o tucano Tasso Jereissati, que era, dentro do Senado, um dos principais críticos da gestão petista. No final da corrida eleitoral, Lula obteve uma dupla vitória, deixando o parlamentar do PSDB de fora do Legislativo.
Naquela eleição, Eunício se elegeu como o senador mais votado do Ceará, com 2.688.833 votos. Já a segunda cadeira cearense na Casa acabou com o petista José Pimentel, que obteve 2.397.851 votos.
Novato no Senado
Embora seja um senador novato, Eunício ganhou protagonismo rápido nos carpetes azuis do Senado. Ao longo dos últimos seis anos, ele se aproximou do grupo comandado por Renan Calheiros e passou a ser reconhecido como um dos principais caciques do PMDB na Casa.
Após cair nas graças dos senadores peemedebistas, ele, inclusive, chegou a liderar a bancada do partido. Na curta trajetória no Senado, ele também comandou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – considerada a mais influente do Senado.
Neste período, o senador cearense ainda relatou projetos importantes, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu um teto para os gastos federais nos próximos 20 anos. A proposta era a principal aposta do presidente Michel Temer em 2016.
Fonte: g1.globo.com