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CIDADE

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13/02/2017

PSIQUIATRA PROFERE PALESTRA PARA EQUIPE DA SAÚDE BÁSICA

Palestra realizada no CAPS

Evento, realizado no CAPS, foi voltado a médicos, enfermeiros, psicológicos, assistentes sociais

Foi realizada no CAPS Viver na última quarta-feira, 8 de fevereiro, palestra proferida pelo médico psiquiatra da instituição, o ituveravense Dr. Eduardo Figueiredo Jorge. O evento foi voltado a médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais e abordou o tema “Psiquiatria na saúde básica”.

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o médico fala sobre o tema. “Abordamos o assunto para tentarmos integrar a saúde mental no município com atenção primária e clínica geral na atenção primária, para que consigamos manejar os casos, não só aqui no atendimento especializado, como também na saúde primária, a fim de atender mais pacientes que chegam lá e eventualmente não precisam vir para o CAPS”, explica.

“A palestra foi voltada para os profissionais da Atenção Básica (médicos, enfermeiros, psicológicos, assistentes sociais) para que tenham uma ideia de como manejar os casos e do histórico do atendimento psiquiátrico ao longo do tempo”, ressalta.

Ainda de acordo com ele, a palestra abordou o matriciamento, histórico da psiquiatria, função do CAPS e uso e manejo dos psicotrópicos. “É muito importante que os profissionais da Atenção Básica tenham um mínimo de conhecimento sobre saúde mental, para que consigam atender os casos mais leves no Posto de Saúde de Família, pois alguns não precisam necessariamente de serem encaminhados ao CAPS, onde se dá maior suporte a casos mais graves”, relata.

Conscientização
“É fundamental fazer com que o paciente e a família entendam que é de fato que transtornos mentais são uma doença, pois muitos levam para o campo sobrenatural, envolvendo espíritos ou algo relacionado a isso. Também é importante tentar fazer com que eles tenham maior adesão ao tratamento, e explicar sobre o mecanismo dos psicofármacos, sobre as doenças que ele tem, e que elas podem ter uma reincidência se o tratamento for interrompido antes do término. Também é importante tentar reduzir o estigma do preconceito que os doentes mentais ainda sofrem”, destaca o médico.

Projetos
Ainda segundo ele, o município está tentando implementar este tratamento com a Atenção Básica para dar um maior suporte e visitas domiciliares aos pacientes que necessitam ou que não tenham apoio familiar ou condição para ir atrás do tratamento.

“O município está estudando na criação de uma residência terapêutica, para acolher pacientes que são egressos de instituições psiquiátricas, e que estavam eventualmente internados há muitos anos, a fim de que eles prossigam o tratamento em uma residência, que é um local especializado, com profissionais da saúde aptos a reinseri-los na comunidade”, diz.

“Essa é a principal expansão de ação que está sendo trabalhada atualmente, além das palestras e do apoio que os profissionais do CAPS oferecem ao pessoal da Atenção Primária”, destaca.

Preconceito
O psiquiatra lembra que ainda existe muito preconceito sobre este assunto. “É algo que precisamos enfatizar mais, pois o estigma com o doente mental é muito grande, não só por parte da comunidade, mas principalmente pela própria família e em alguns casos do próprio indivíduo. Às vezes, a própria pessoa não aceita que ela tem determinada doença”, afirma.

O médico alerta que a melhor forma de combater o preconceito é através de ações sociais e palestras sobre o tema, “pois não há nada melhor que a instrução sobre as principais causas, as doenças mentais e principais tratamentos, sempre enfatizando que existe um tratamento, que é importante que se recorra a ele, que não é nada sobrenatural, e sim uma doença como qualquer outra: que necessita de uma intervenção mais breve possível para que ela não se torne crônica ”.

“Agradeço o convite da secretaria da Saúde, ao Dr. Alcides Antônio Maciel Júnior, ao Sérgio Renato Macedo Chicote, e a presença de todos envolvidos na estratégia da saúde da família. Com certeza, o tema abordado será de muito proveito para a vivência dos profissionais”, completa Dr. Eduardo Figueiredo Jorge.

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