Nossa Capa


Publicidade





ENQUETES

Voltar | imprimir

13/02/2017

EDIÇÃO - 3217 - GOLPES NA INTERNET FAZEM CADA VEZ MAIS GOLPES NA INTERNET FAZEM CADA VEZ MAIS

Internautas devem ficar atentos para não cair nas armadilhas existentes no universo online

Abrir conta e fazer transações financeiras pela internet é seguro desde que se tome alguns cuidados, como ter um bom antivírus, verificar se o sistema da instituição é confiável e nunca abrir links enviados por mensagens.

Essas são algumas dicas de Michal Salat, gerente da área de Inteligência de Ameaças da Avast em Praga. A empresa é uma das maiores desenvolvedoras de softwares de segurança do mundo, com mais de 230 milhões de usuários de seus aplicativos.

Recentemente, a Avast adquiriu a concorrente AVG Technologies, elevando para 400 milhões o total de usuários, 160 milhões dos quais em dispositivos móveis.

Além de falar sobre os principais riscos a que os usuários estão sujeitos, Salat fez uma lista com oito mandamentos para quem quer evitar fraudes e roubos de informações na internet.

Segurança
“Abrir uma conta bancária pela internet pode ser seguro se você puder se proteger e informar-se apropriadamente. Primeiro de tudo, é importante que você esteja abrindo sua conta numa instituição que usa navegação segura (HTTPS) para criptografar a comunicação entre o site e o cliente. Em segundo lugar, você deve visitar o site da instituição bancária digitando o endereço dela no seu navegador”, afirma.

“Em nenhuma hipótese deve clicar num link recebido por e-mail convidando você a abrir uma conta bancária, porque provavelmente será um golpe”, ressalta.

Outra exigência, segundo ele, é que o internauta tenha um antivírus instalado em todos os seus dispositivos como medida preventiva para evitar que cibercriminosos acessem quaisquer das suas informações pessoais, especialmente ao abrir uma conta bancária online.

Transações
Segundo ele, segurança das transações financeiras pela Internet depende, em grande parte, da pessoa que a está executando online.

“Ela nunca deve, por exemplo, abrir anexos ou links que recebe por e-mail parecendo serem do seu banco ou de uma loja virtual, pois isso pode ser um golpe de phishing”, alerta.

“As instituições financeiras são responsáveis por proporcionar aos clientes o máximo de segurança para proteger seus dados financeiros, e para protegê-los, por exemplo, contra malwares como o de ‘Boleto’, que atacou sistemas de pagamento no Brasil no ano passado”, lembra.

Ele ainda destaca que as transações de comércio eletrônico têm os mesmos riscos que as transações bancárias. “Mas para preservar a segurança aconselhamos os consumidores a não manterem as informações de cartão de crédito armazenadas em sites de compras”, diz.


“A segurança das transações de comércio eletrônico também depende de cada loja, e as online que oferecem opções de pagamento com cartão de crédito são obrigadas a seguir o padrão PCI DSS da indústria de cartões, que regula o modo pelo qual elas podem armazenar as informações contidas nos cartões dos clientes”, enfatiza.

Cuidado
Salat ainda lembra que informações de cartões de crédito como o número, o nome do titular e o código de segurança (CVC) são as mais procuradas pelos criminosos.

“Eles usam essas informações em transações para si mesmos ou as vendem no mercado negro da ‘deep web’ (ou Web Invisível, que não é acessada pelos códigos normais da World Wide Web/www). Como muitos bancos já exigem que seus clientes utilizem autenticação de dois fatores (como senha e depois letras), os criminosos já não buscam dados bancários”, relata.

Uma tentativa de golpe ocorre a cada 17 segundos no Brasil
Ao entregar o cartão de crédito para um pagamento, você presta atenção em toda transação? Rasga recibos ou documentos com número do CPF antes de jogá-los no lixo? No computador, clica em “sair” ao deixar a página da internet banking e não “x”?


Atitudes como essas aumentam as suas chances de escapar de fraudes identidade, que não são poucas.

O indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes mostra que uma tentativa de golpe é realizada a cada 17 segundos no país.

Apesar de empresários e investidores estarem mais expostos, qualquer pessoa pode se tornar alvo. Basta, por exemplo, perder um documento para dobrarem as chances de ser vítima de um golpe.

Com o documento, o fraudador pode abrir conta em Banco, comprar produtos, financiar bens ou usar o nome em empresas de fachada, que aplicam outros golpes. Criminosos podem ainda obter dados ao acessar seu computador ou smartphone e instalar vírus que chegam na forma de e-mails falsos.

Desconfie especialmente daqueles que oferecem grandes descontos para a compra de celulares e outros produtos.

“Os hackers também invadem sistemas públicos para conseguir dados pessoais. Há um mercado de compra e venda dessas informações na internet”, diz Daniel Nascimento, 48 anos. Hoje consultor, Nascimento foi um dos hackers mais atuantes do País. Com 15 anos, invadiu servidores nacionais e estrangeiros, como os do Governo, e atacou a rede da TELEMAR, deixando a Região Nordeste sem internet por uma semana.

Conhecimento
Em 2005 foi preso pela Polícia Federal na Operação Pontocom. Agora, Nascimento usa seu conhecimento para ajudar pessoas e empresas a se proteger dos ataques. Sua história virou livro e irá para o cinema em 2018.

Mas como se defender? Além de medidas simples de segurança, como usar senhas diferentes para cada serviço ou site e ter um antivírus atualizado, existem outros serviços que podem ajudar. O Serasa Antifraude, por exemplo, faz o monitoramento do seu CPF e avisa sobre qualquer alteração ou quando o documento é consultado.


Se a pessoa já foi vítima de um golpe, isso pode acontecer de novo. “Grade parte das vítimas é de reincidentes, porque o criminoso pode ter instalado um vírus no computador”, diz Nascimento. O melhor a fazer é formatar o computador, trocar as senhas e, em casos de fraude bancária, bloquear contas e cartões.

Confira as respostas:





Voltar | Indique para um amigo | imprimir