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28/02/2017
Missa celebrada em Ituverava
Será lançada oficialmente na próxima quarta-feira, 1º de março, data que marca o início da quaresma, a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2017, com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15). A Campanha da Fraternidade é realizada pela Igreja Católica do Brasil e envolve a comunidade com diversas ações pastorais em todas as regiões do país.
Com o objetivo de alertar a necessidade de respeitar o meio ambiente, o tema definido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), traz uma reflexão sobre os biomas brasileiros e sugere uma visão global das expressões da vida e dos dons da criação de Deus.
Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho.
Bioma
É o conjunto dos seres vivos de uma área. É entendido também como o conjunto de ecossistemas terrestres. É na biosfera que se encontram os biomas, associações relativamente homogêneas de plantas, animais e outros seres vivos com equilíbrio entre si e com o meio físico.
“A depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma o bispo. Ainda de acordo com ele, a campanha deseja, antes de tudo, que o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada.
Além de abordar a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles moram, a campanha também pretende despertar as famílias, comunidades e pessoas de boa vontade, para o cuidado e o cultivo da Casa Comum.
Quatro Capítulos
O texto base da campanha é dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir e faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. Também traz reflexões sobre os biomas e os povos originários, sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2017.