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15/03/2017
O juiz Mario Leonardo de Almeida Chaves Marsiglia, que atua no município de Cajuru (SP), concedeu liminar para que seja realizada a reintegração de posse da fazenda da advogada Maria Zuely Librandi, alvo da Operação Sevandija. Um grupo de integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) invadiu a propriedade em 24 de fevereiro. A fazenda foi supostamente comprada por Maria Zuely com dinheiro desviado da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP).
O grupo tem 48 horas para deixar o local. Caso se recusem a sair da propriedade, os invasores podem ser obrigados a pagar uma multa diária no valor de R$ 15 mil. Anteriormente, a Justiça já havia aceitado o pedido da advogada de Maria Zuely Librandi para que seja preservada a fazenda.
Atualmente, aproximadamente 20 membros da FNL se encontram no local e afirmam ser contra a corrupção e em favor da reforma agrária. Eles dizem que não querem tomar a propriedade, mas sim reivindicar a devolução dos recursos desviados do poder público nas fraudes apuradas pela Operação Sevandija.
A fazenda de Cajuru é avaliada em aproximadamente R$ 1,7 milhão e foi associada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público às fraudes identificadas na Prefeitura de Ribeirão Pretona gestão da ex-prefeita Dárcy Vera (PSD). Segundo a força-tarefa da Operação Sevandija, o imóvel de 98 hectares foi adquirido com recursos desviados dos cofres municipais como garantia financeira aos envolvidos no esquema, dentre eles a ex-prefeita de Ribeirão Preto, que chegou a ser presa.
Para a Polícia Federal, Maria Zuely Librandi foi usada como ‘laranja’ na aquisição do bem. Dentro da fazenda, que está no nome da advogada, os investigadores encontraram equipamentos do projeto Academia ao Ar Livre, da Prefeitura de Ribeirão.
Os membros que se encontram acampados em barracas dizem que não causaram nenhum dano à fazenda de Maria Zuely enquanto estiveram acampados na propriedade da advogada. Segundo o MP, todos os bens dos envolvidos na Sevandija estão bloqueados e devem ser leiloados para pagar os prejuízos causados pelo esquema de corrupção em Ribeirão.
Maria Zuely é apontada como distribuidora de propina ao ex-advogado do Sindicato dos Servidores Municipais, Sandro Rovani, ao ex-presidente do sindicato, Wagner Rodrigues, ao advogado André Rentz, ao ex-secretário municipal de Administração, Marco Antônio dos Santos, e à ex-prefeita Dárcy Vera.
Segundo a força-tarefa, a fraude no pagamento de honorários advocatícios pela Prefeitura à advogada gerou um prejuízo de R$ 45 milhões aos cofres públicos de Ribeirão Preto. A ex-prefeita é apontada como chefe do esquema.
Dos seis envolvidos, apenas Maria Zuely segue presa. A defesa nega as acusações.
Fonte: g1.globo.com