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16/03/2017
Cerca de 500 pessoas, entre professores, estudantes e trabalhadores de diversas categorias se reuniram, na manhã de ontem, 15, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB) na praça Nossa Senhora da Conceição. O ato em Franca, que foi organizado pela Apeoesp (Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), provocou a suspensão das aulas, parcial e integral, em pelo menos 37 escolas estaduais da cidade.
Apesar da expectativa inicial da Apeoesp, que esperava reunir ao menos 1,5 mil dos cerca de 3 mil professores das escolas que suspenderam as aulas ontem, poucos educadores participaram do ato que contou também com representantes dos Correios e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca.
“Estamos aqui por sermos contrários à reforma da Previdência. Precisamos nos unir nesses momentos e na verdade acho um absurdo que a praça não esteja lotada com todos os professores que hoje não estão em aula. Paramos para mostrar o que queremos, mas precisamos nos unir, só assim o governo realmente escutará nossa voz”, disse a professora Neusa Santos, 60, que atualmente leciona na escola estadual “Professora Suzana Ribeiro Sandoval”.
Para o coordenador da Apeoesp regional, Silvio Damasceno, o receio muitas vezes prejudica a participação dos professores nos movimentos. “Estamos aqui para que nossas vozes sejam ouvidas. Apesar da adesão de vários professores, vemos que hoje poucos participam e acredito que seja por medo de represálias, mas o nosso clamor é digno e não vamos parar até sermos ouvidos”, disse.
Com apenas 16 anos, a estudante Bruna Santos era uma das participantes mais inconformada com as propostas da reformas trabalhista e da Previdência, além das mudanças propostas para o ensino médio. Com bandeiras e cartazes ela se juntou a um grupo de amigos que foram às ruas protestar. “Todas essas mudanças, incluindo a reforma do ensino médio, nos preocupam. Não sabemos o que nos reserva o futuro e o que as próximas gerações podem esperar se essas propostas forem aprovadas”, disse.
Após a concentração na praça Central, os manifestantes seguiram pelas ruas de Franca até à avenida Presidente Vargas, protestando em frente à Prefeitura Municipal.
Na região, em Patrocínio Paulista, Pedregulho, São José da Bela Vista e Ibiraci (MG), professores e trabalhadores de diversas categorias também se manifestaram contra a reforma.
Fonte: gcn.net.br