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24/03/2017

PRODUTOS DE FRIGORÍFICOS ALVOS DA OPERAÇÃO CARNE FRACA SÃO RECOLHIDOS NA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO

Fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizam nesta quinta-feira (23) uma operação na região de Ribeirão Preto (SP) para recolher amostras de produtos fabricados pelos frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca da Polícia Federal.,



Durante a manhã, cerca de 20 amostras já haviam sido levadas para análise, entre peças de carne bovina, suína e de frango, hambúrgueres e embutidos, como linguiças e salsichas, oriundos de frigoríficos no Paraná e em Goiás.



O ministro Blairo Maggi disse na quarta-feira (22) que esse tipo de fiscalização é feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que o Mapa também pode ir aos supermercados, retirar amostras e enviar para análise em seus laboratórios.



Além de Ribeirão Preto, são realizadas operações em Barretos (SP) e Orlândia (SP) nesta quinta-feira. O auditor fiscal federal Douglas Haas de Oliveira explica que estão sendo recolhidos apenas produtos cujos lotes são citados na Operação Carne Fraca.



“A gente está procurando os produtos e, caso encontre, é feita a coleta da amostra para verificar se está dentro dos padrões exigidos”, explica. O resultado dos testes deve sair em uma semana. Até lá, os estabelecimentos podem continuar comercializando as carnes.



Oliveira destacou que não se trata de apreensão, mas fiscalização para verificar fraudes econômicas, como peso da peça diferente do indicado na embalagem e excesso de líquido nos pacotes. Constatada alguma irregularidade, o produto pode ser retirado de circulação.



"São feitas análises e, estando em conformidade, continua sendo vendida porque não há risco para o consumidor. Carne estragada não tem. Em caso de não conformidade, o consumidor vai ter pagado um pouco a maios do valor correto, mas, dano à saúde não vai ter", diz.



Operação Carne Fraca

Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a Operação Carne Fraca investiga corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, suspeitos de receberem propina para liberar licenças de frigoríficos. Segundo a PF, partidos como o PP e o PMDB também teriam recebido propina.

Além de corrupção, a PF também apura a venda, pelos frigoríficos, de carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

As investigações envolvem empresas como a JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Na segunda, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles fora interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

O Ministério da Agricultura também afastou preventivamente os 33 servidores da pasta que são investigados na Operação Carne Fraca. Segundo o ministério, esses servidores vão responder a processo administrativo disciplinar.

Fonte: g1.globo.com

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