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28/03/2017

SERVIDORES DE FRANCA RECUSAM PROPOSTA DE REAJUSTE SALARIAL

Os servidores municipais de Franca mostraram nesta segunda-feira que a negociação salarial para 2017 promete ser tão dura quanto as enfrentadas pelo ex-prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), que conviveu com duas greves da categoria. Mesmo com o apelo do prefeito Gilson de Souza (DEM), que compareceu à assembleia dos servidores acompanhado da comissão de negociação, os servidores rejeitaram todas as propostas apresentadas pela administração e prometem jogar duro.



As negociações nessa segunda começaram cedo. Logo pela manhã, representantes do Sindicato dos Servidores e da Prefeitura estiveram reunidos por cerca de duas horas. Ao final, a Prefeitura apresentou sua proposta para o acordo salarial de 2017, oferecendo um aumento de 4,69%, o abono escolar de R$ 270 e três valores para o cartão-alimentação, que seria reajustado de forma gradativa, sendo R$ 322 por três meses, depois R$ 340 por mais três meses e então R$ 350 por seis meses.



No final da tarde, mais de 200 servidores lotaram o auditório da sede do Sindicato para votar as propostas. O presidente da entidade, Luis Fernando Nascimento, ainda estava lendo os itens quando recebeu uma ligação do Paço Municipal informando que o prefeito Gilson de Souza (DEM) iria pessoalmente conversar com a categoria.



Não demorou 15 minutos para que Gilson chegasse, acompanhado dos secretários de Recursos Humanos, Alberto Donha, e de Finanças, Neide Lopes. Para os servidores, Gilson fez uma rápida apresentação das ações desenvolvidas nos 80 dias que está à frente da Prefeitura. Falou sobre as dificuldades financeiras e pediu a compreensão dos servidores para a proposta feita. Foi interrompido por gritos de “Queremos aumento”.



Pressionado, o prefeito, então, apresentou uma nova proposta para o cartão-alimentação: R$ 330 por quatro meses, R$ 340 por três meses e R$ 360 por três meses. “Vocês precisam entender que eu gostaria de poder vir aqui e atender o que pedem. Eu sei que é pouco. Mas pelos números que temos, não podemos fazer mais. Mas, no momento certo, faremos”, disse Gilson.



Foi rebatido por uma série de servidores que pediram a palavra e cobraram do prefeito o corte no número de cargos comissionados, denunciaram que a Secretaria da Educação está inchada por pessoas nomeadas que não exercem a função determinada e ainda disseram que ajudaram o prefeito a se eleger esperando maior compreensão e valorização.



Gilson ainda tentou contra-argumentar. Sem sucesso. O presidente do Sindicato encerrou a participação do prefeito, que acompanhou a votação dos itens da pauta da cozinha do sindicato. Lá, ele viu os servidores rejeitarem todas as propostas. “Eu vim aqui. Fui o primeiro prefeito a vir negociar cara a cara com os servidores. Eles não entenderam ainda, mas agora vamos continuar negociando. Não tenho como oferecer muito mais do que já ofereci. Espero convencê-los.”



Um novo pedido de negociação deve ser protocolado nesta terça-feira.

Fonte: www.jornaldafranca.com.br

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