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04/04/2017

TELESPECTADORES SE PREPARARAM PARA O FINAL DO SINAL ANALÓGICO

Família assiste programa já na TV digital

Em Ituverava, a partir de setembro, a programação dos canais abertos será transmitida apenas pelo sinal digital

Conforme anunciado há cerca de um ano, o sinal analógico de televisão foi desligado na última quarta-feira, 29 de março, na capital paulista e em outras 38 cidades do Estado de São Paulo. Em Ituverava e região, o desligamento ocorrerá no mês de setembro.

A partir desta data, a programação dos canais abertos será transmitida apenas pelo sinal digital, com imagem e som de cinema, exigindo que os moradores tenham TVs aptas para receber a inovação, seja por meio de um conversor/antena instalado posteriormente.

A Seja Digital, entidade responsável pela gestão do processo de migração do sinal, orienta a população para dois equipamentos que podem transformar as antigas TVs de tubo em TVs aptas a receber o sinal digital, continuando a funcionar normalmente após o desligamento do sinal analógico.

Para ter acesso ao sinal digital, as pessoas que possuem televisores de tubo ou de tela plana fabricados antes de 2010 devem instalar uma antena e um conversor, que podem ser adquiridos em lojas de eletrônicos.

Seguindo algumas recomendações simples, o sinal digital será recebido nas casas com o máximo de qualidade. Para isso, é importante se atentar à antena, ao televisor e também ao conversor.

Antena Própria
Nem toda antena consegue captar o sinal digital de televisão. A antena deve ser própria e a recomendação da Seja Digital é que o modelo seja externo, instalado no telhado da casa. Recomenda-se contatar um antenista para fazer a instalação corretamente.

Se o aparelho for uma televisão de tubo, será necessário instalar um conversor de sinal. Se o televisor for de tela fina e não tiver o conversor embutido, também precisará de um conversor de sinal.

Conversores são aparelhos que transformam o sinal digital em analógico para que sua TV continue com a programação. Estão disponíveis em diversos modelos e faixas de preço. Podem incluir recursos como função de gravação de programas, entrada USB para conectar pendrives com conteúdos de vídeo, conexão HDMI, central interativa de mídia e painel com funções de navegação. Os conversores também vêm acompanhados de controle remoto, o que acaba sendo um recurso adicional para TVs antigas que não tenham o acessório.

Distribuição
A distribuição dos kits começou em meados de 2015, quando o processo de desligamento do sinal analógico de televisão acontecia na cidade de Rio Verde, em Goiás. Cerca de 16 mil famílias da cidade receberam o kit e puderam preparar suas casas para o sinal digital. Em novembro de 2016, Brasília e outras nove cidades da região tiveram o sinal analógico de TV desligado e mais de 337 mil famílias receberam o kit gratuito.

Até dezembro de 2018, cerca de 14 milhões de famílias de mais de 1,3 mil cidades também receberão seus kits gratuitos. Com esses equipamentos distribuídos e devidamente instalados, as famílias de baixa renda das cidades onde o sinal digital de televisão substituirá o sinal analógico continuarão a ter acesso à programação dos canais abertos de televisão.

Vendas
Os aparelhos conversores estão sendo vendidos em empresas de eletrodomésticos e em grandes redes, como a Americanas e o Submarino.

Em Ituverava, que ele pode ser adquirido na Eletrônica Sideral, na Celene Som, na Grave e Agudos e na Astral Videolocadora. Os preços variam entre R$ 150 e R$ 175, com a instalação inclusa.

Kits Gratuitos
As pessoas que participam de algum programa social do Governo Federal nas 39 cidades previstas para a digitalização da TV na região podem agendar pelo telefone 147 (ligação gratuita) ou pela internet a retirada de seu kit, contendo conversor, antena e cabos. Para saber se tem direito, o beneficiário deve acessar o portal www.sejadigital.com.br/kit, clicar em “Programa de Distribuição de Kits” no menu superior e fazer a pesquisa utilizando o CPF e o NIS (Número de Identificação Social) do responsável familiar.

Caso não saiba qual seu número de NIS, basta ligar para a Central de Relacionamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no 0800-707-2003.

Recentemente, a Seja Digital, entidade responsável por operacionalizar a migração do sinal analógico para o sinal digital da televisão no Brasil, atingiu o marco de 1 milhão de kits gratuitos distribuídos às famílias inscritas em programas sociais do Governo Federal.

Só na região metropolitana de São Paulo, foram entregues mais de 700 mil kits e a previsão é entregar 1,8 milhão até o fim do processo. Ao mesmo tempo, a distribuição começou na região metropolitana de Goiânia, onde mais de 70 mil famílias já retiraram os kits e já podem assistir aos canais abertos de televisão pelo sinal digital.

Entenda as mudanças práticas da migração para o sinal digital
Por mais que a grande maioria já esteja preparada para a transição, a mudança do sinal analógico para o digital ainda é alvo de muitas dúvidas. Afinal o quê de fato será mudado? Por que a novidade é melhor? E de fato, é melhor? Confira as respostas dessas e outras questões que têm rondado o assunto.

Qual a real diferença entre os tipos de sinal?

Calma, essa não é uma daquelas perguntas que demandam horas de explicações e complexidades. Na verdade, é bem mais simples do que se pode imaginar.

Você já viu serviços como o Netflix e o Youtube que permitem “jogar” o seu conteúdo do celular ou tablet para a TV? Uma das diferenças do sinal digital para o analógico é a possibilidade de convergência de mídias, que permite a constante transferência de dados. Além disso, o espectador pode ser interativo com os programas de TV, como por exemplo, responder instantaneamente à enquetes, etc. algo bem próximo do que já ocorre nas livres transmitidas pela internet, de modo geral.

Quais são as vantagens?

Se o sinal analógico apenas propaga áudio e vídeo, a televisão digital (DTV) dá margem para a ampliação das mídias convergentes anteriormente citadas. Sem contar o som e a imagem de maior qualidade - passou de 480x360 pixels para 704x480 pixels.

Outra vantagem da novidade é que se antes a comunicação funcionava de um modo: um para todos, agora poderá ser bidirecional, o que permite que o espectador, de fato, seja ouvido pelas emissoras em si e opine ativamente – e com chance de escuta – sobre determinados temas e assuntos.

O que fazer para receber a novidade?

Caso o seu aparelho tenha sido fabricado após 2010 é praticamente certo que o seu televisor tenha capacidade de receber a novidade.

Mas se a sua TV é um pouquinho mais antiga, não tem problema, o sinal se molda para todos os aparelhos. Entretanto se a sua televisão é de tubo, para receber o sinal é preciso um conversor externo na entrada de vídeo, por meio de um cabo RCA. Além disso, também é necessária a instalação de antena UHF e conectá-la no aparelho ou no conversor.

Vale ressaltar que nem todas as TVs, que possuem tela fina, têm porte para receber o novo sinal, e caso ela não se enquadre, os mesmos procedimentos citados para a o aparelho de tubo devem ser feitos na TV.

Saiba Mais O que é preciso para receber o sinal digital
Se você tem um televisor de tela Lana comprado a partir de 2010, já tem acesso digital – tudo o que precisa é fazer a conexão com a antena própria ou coletiva.

Se você tem um televisor de tela plana comprado antes de 2010, deve verificar se o aparelho veio com conversor integrado. Caso não tenha vindo, precisa adquirir o conversor separadamente.

Se você tem televisor de tubo, também precisa de conversor. O aparelho em centros de varejo como Eletrônica Sideral, na Celene Som, na Grave e Agudos e na Astral Videolocadora.

Os benefícios de programas sociais federais, como Bolsa Família, podem se inscrever no site sejadigital.com.br e receber o equipamento de graça

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