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22/04/2017

CRESCE NÚMERO DE PESSOAS QUE DIRIGEM ALCOOLIZADAS

Depois de um breve período de queda, a associação entre álcool e direção voltou a aumentar no país. Pesquisa feita por telefone pelo Ministério da Saúde em capitais brasileiras mostra que 12,9% dos homens e 2,5% das mulheres admitem dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas.

Em 2013, um ano depois da criação da Lei Seca, os índices entre o público masculino haviam caído para 9,4% e das mulheres, para 1,6%. "É preciso verificar se a tendência de aumento se confirma. Mas talvez o número possa indicar a necessidade de maior monitoramento da lei", afirmou a coordenadora geral de alimentação e nutrição Michele Lessa.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, observou que o brasileiro está bebendo mais. Um estudo do sistema de vigilância do ministério, Vigitel, revela que, ano passado, duas em cada 10 pessoas (20%) entrevistadas admitiram a ingestão excessiva de bebida alcoólica. Para mulheres, isso significa o consumo de quatro doses ou mais de bebidas por vez. No caso de homens, o excesso é caracterizado pelo consumo de 5 doses ou mais. Em 2006, o consumo excessivo era indicado por 15,7% dos entrevistados.

O aumento ocorre em ambos os sexos O ministro da Saúde, Ricardo Barros, no entanto, chamou a atenção para a expansão do problema entre mulheres. Em 2006, 7,8% referiam consumo abusivo de bebida alcoólica. Esse porcentual agora é de 12,1%. "É um aumento de 50%. Não é desprezível. Mostra que as mulheres estão mais na cervejinha", disse Barros. Entre o público masculino, o consumo abusivo passou de 25% para 27,3%.

Barros afirmou ser necessário reforçar as campanhas de prevenção contra o que ele define como "vícios tolerados pela sociedade." "A gente precisa insistir nisso. A campanha contra o tabagismo foi muito eficiente ao longo do tempo, se reduziu muito o número de fumantes. A de álcool não", comparou.

Capitais
A pesquisa feita nas capitais que mais aumentou é em Palmas (TO), onde o maior número de motoristas reconhece dirigir após beber: 15,2%, enquanto em Cuiabá (MT) esse número é de 13,4% em Cuiabá (MT).

Florianópolis é a terceira capital em que mais pessoas admitem dirigir após beber qualquer quantidade de bebida alcoólica. Na capital catarinense, 12,9% dos entrevistados admitiram dirigir depois de ter bebido, quase o dobro da taxa nacional, de 7,3%.

O resultado do Vigitel 2016 reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro do ano passado, ouvindo por telefone 53.210 pessoas com mais de 18 anos de todas as capitais.

A pesquisa também destacou o índice de consumo abusivo de bebida alcoólica (se mulher, consumo de quatro ou mais doses; se for homem, 5 ou mais doses) em uma mesma ocasião, nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Ituverava
Embora o levantamento tenha sido feito apenas nas capitais brasileiras, é possível constatar que o problema é generalizado. Em Ituverava, por exemplo, motoristas embriagados são constantemente flagrados em blitz realizadas pela Polícia Militar. Semanalmente são registrados vários boletins de ocorrência contendo esse tipo de infração.

O problema tem se tornado mais frequente, como informou a própria PM, o que tem levado o Batalhão da Polícia Militar de Ituverava a desenvolver ações de conscientização e de fiscalização, como blitz e trabalhos educativos.

Dirigir embriagado põe muitas vidas em risco
Dirigir sob efeito de álcool é infração de trânsito, com previsão de multa e suspensão do direito de dirigir por doze meses (vide Lei 11.705/08 e 12.760/2014). Mesmo com essas punições, infelizmente, ainda é comum encontrar muita gente dirigindo embriagada nas vias, o que eleva as estatísticas de acidentes e morte no trânsito.

O motorista deve ter sempre em mente que, o limite é “zero” de álcool quando for dirigir. Independente da existência do valor da multa e da suspensão do direito de dirigir, o que mais importa é cuidar da vida, da segurança sua e das demais pessoas.

A velocidade no trânsito é um assunto sério que pode colocar sua vida e a dos pedestres em perigo. Lembre-se que a alta velocidade pode deixar vidas inocentes em risco e até mesmo matar. É imprescindível manter a velocidade indicada das placas locais em que você está conduzindo, para evitar acidentes e até mesmo tragédias.

Adolescentes conseguem comprar álcool
A incidência de consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens é outra preocupação do Ministério da Saúde. A partir da iniciação, o adolescente se torna mais vulnerável à repetição deste hábito. Crianças e adolescentes não devem em hipótese alguma fazer o uso de álcool.

O consumo afeta a maturidade cerebral, o aprendizado, a memória e pode prejudicar seriamente o desenvolvimento dos jovens.

Os dados alertam para a forma como esses jovens têm acesso ao uso das bebidas. Apesar da venda proibida em todo o país para quem tem menos de 18 anos, a pesquisa mostra que um em cada cinco (21,9%) adolescentes consegue comprar álcool por conta própria.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a prática é crime e o comerciante que for pego vendendo a bebida pode ser punido. No entanto, o estudo revela que parte dos adolescentes (10 a 12%) consegue a bebida no ambiente doméstico e na companhia de parentes.

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