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27/04/2017

SETOR DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS TEM ALTA DE 15% E FATURA R$ 2,38 BILHÕES NO 1º TRIMESTRE

O setor de máquinas agrícolas fechou o primeiro trimestre com um faturamento de R$ 2,386 bilhões e alta de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos de Oliveira.



O segmento, predominante entre os expositores da Agrishow 2017, que acontece entre 1º e 5 de maio em Ribeirão Preto (SP), sentiu a retomada de confiança dos empresários a partir do segundo semestre, depois de um período de instabilidade política vivido pelo país, afirma o representante.



Em 2016, as máquinas voltadas para o campo faturaram em torno de R$ 11 bilhões, 13% a mais do que em 2015, de acordo com Oliveira, que projeta no mercado interno o principal foco das indústrias.



"A agricultura de uma forma geral está muito bem econômica e financeiramente, só que ano passado se deixou de comprar um pouco no primeiro semestre por causa da falta de confiança no governo. Em um processo de impeachment as pessoas seguram investimento para saber o que vai acontecer. À medida que o cenário político ficou mais ou menos calmo o pessoal voltou a fazer investimento", disse.



A projeção de alta destoa do balanço trimestral referente a todo o setor de bens de capital mecânico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que fechou o período com uma receita líquida total de R$ 15,58 bilhões, 3,4% a menos na comparação com o ano passado.



No lançamento da Agrishow, o presidente do Conselho de Administração da entidade, João Pedro Marchesan, disse que o o agronegócio é um ponto fora da curva em relação aos demais segmentos de máquinas e deve ter um aumento de 15% nas vendas na Agrishow. A expectativa dos organizadores é de ao menos repetir o volume de negócios de 2016, de R$ 1,95 bilhão.



Demanda por maquinário

Segundo Oliveira, o momento aquecido de grãos como soja e milho, com safras recordes em 2016, gerou uma demanda por máquinas nas diferentes etapas do processo agrícola, da fertilização à colheita no mercado interno, que responde por 85% dos pedidos.



Mais otimistas que no ano passado, os empresários apontam uma elevação pontual no preço do aço - cujas indústrias reduziram sua projeção de crescimento de vendas pela metade para 2017 -, mas consideram a inflação baixa, de acordo com o representante da câmara setorial.



"Basicamente é todo o maquinário do ciclo da lavoura: máquina para plantio, adubação, pulverização e colheita, e os tratores. Não se tem uma máquina específica. Você tem as máquinas direcionadas para a cultura, para todas as operações tem uma demanda", diz.



Exportações

De acordo com dados da Abimaq, as máquinas agrícolas fecharam o período entre janeiro e março com alta de 54,9% nas exportações, com uma participação de 11,6% em tudo que foi comercializado pelo segmento de bens de capital mecânico brasileiro no trimestre.



A elevação, no entanto, é vista com cautela, diante de fatores desfavoráveis como a cotação do real em relação ao dólar. "Alguma coisa aconteceu fora do normal, mas para o ano não esperamos crescimento da exportação. A taxa de câmbio não é favorável. Favorável é em torno de R$ 3,60, aí seria razoável", afirma.



Oliveira também atribui a desconfiança ao preço menos lucrativo dos grãos para produtores de outros países, que têm reduzido suas produções. "No exterior o agricultor não está com lucratividade boa. Ele produz, mas com lucratividade menor. Quando você tem lucratividade menor é natural que se diminua o investimento."

Fonte: g1.globo.com

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