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29/04/2017
José Eduardo Mirandola Barbosa é advogado e jornalistaDoutora morte é absolvida
É costumeiro demais em nosso País, ocorrer um linchamento moral sobre a pessoa acusada de cometer algum crime, seja ele grave ou não, ficando essa pecha a cargo dos veículos de imprensa.
Primeiro há a condenação pública a pessoa, para depois correr o processo e ai sim verificar se há crime ou não, se aquela pessoa é realmente culpada ou não.
Ou seja, primeiro o veículo de imprensa (jornal, rádio, programa de TV) detona a pessoa, provocando um verdadeiro linchamento moral, antes mesmo até da denúncia, ser recebida pelo Juiz e muito antes ainda de um decreto condenatório transitado em julgado, quando aí sim poderia ser imposto o dedo à pessoa.
Um caso parecido ocorreu com a Escola Base em São Paulo nos anos 1990, os proprietários foram acusados de abusar das crianças matriculadas na escola, houve um linchamento moral, o prédio onde funcionava a escola foi destruído por populares e os proprietários até agredidos.
Outro caso, foi o da médica V. H. S., de Curitiba – PR., doutora morte como ficou conhecida à época.
Ela foi recentemente absolvida da acusação de provocar a morte de sete pacientes que estavam na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, para fins de “liberar leitos de UTI para atender a demandas”.
O caso ocorreu em 2013, e houve um linchamento moral em face da médica e sua equipe que trabalhavam na UTI do Hospital Evangélico.
Vale ressaltar que a época dos fatos a médica chegou a ser presa, ficando quase um mês na cadeia.
Na época foram acusados pelo Ministério Público de aplicar bloqueadores neuromusculares ou anestésicos para reduzir a quantidade de oxigênio dos doentes e provocar a morte por asfixia.
Dessa feita, os legisladores deveriam buscar meios de proteger a integridade moral e física até das pessoas e criar mecanismos de controle de veiculação de matérias e coisas assim.
José Eduardo Mirandola Barbosa é advogado e jornalista