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22/05/2017

ROUBOS “SAIDINHA DE BANCO” AUMENTAM 171% NO ESTADO

Roubo de carga

Os roubos da modalidade “saidinhas de banco” cresceram 171% no Estado de São Paulo entre 2015 e 2016, de acordo com o último Boletim Sou da Paz Analisa, divulgado na última semana. O estudo sobre roubos no Estado indica que os resultados foram mistos, com redução de roubos de veículos, mas aumento no número de roubo de carga.

O levantamento se debruça sobre a evolução da categoria “Roubos Outros” em São Paulo em 2016, que inclui dez modalidades, como “saidinhas de banco”, roubos de carga, residências, lojas, bancos, pedestres e veículos, com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, pelas Corregedorias das Polícias Civil e Militar do Estado, além de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Entre as modalidades de “roubo (outros)” aquela que apresentou maior aumento foi a “saidinha de banco”, que em 2015 foi registrada 363 vezes nas delegacias do Estado e em 2016 foram 986.

Uma das pesquisadoras do instituto, Ana Carolina Pekny, aponta que apesar do aumento dos números, ainda não é possível afirmar se este tipo de crime realmente se tornou mais frequente ou se o ano de 2015 é que foi atípico.

“Começamos a produzir estes relatórios em 2014, então ainda não temos o registro de toda uma série para afirmar qual ano foi atípico, se 2015 ou 2016”, explica a pesquisadora. “Fato é que em 2016, São Paulo teve 323 mil roubos, o maior número de sua história, sem contar o roubo de veículos, que é feito em um cálculo à parte. Então, quase todas as modalidades aumentaram”, continua.

Ituverava
De acordo com os dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, em Ituverava problemas desse tipo não são recorrentes, mas isso não significa que a população não deva ficar atenta.

Nos últimos anos, ocorreram diversas tentativas de roubos nas saídas de bancos, daí a importância de a população manter certos cuidados quando vai ao banco.

As pessoas devem evitar portar grandes quantias em dinheiro e preferir opções como transferências bancárias (DOC e TED) e pagamentos eletrônicos. Também é bom limitar os saques para valores entre R$ 100 e R$ 200, com muitas notas pequenas, preferencialmente. Divida esse dinheiro em mais de um lugar em seus bolsos ou bolsas. Assim, os riscos de perder tudo de uma só vez são diminuídos.

Caso seja realmente necessário sacar uma quantia mais alta, é bom escolher sempre agências em locais movimentados e observar a movimentação ao redor da agência para comportamentos suspeitos.

Patrulhamento
A Polícia Militar tem intensificado o patrulhamento em bancos a fim de coibir essa prática. É claro que muitas tentativas de crimes como esse podem ocorrer, no entanto, a PM tem feito um trabalho árduo visando diminuir esse tipo de ocorrência.

É muito importante, no entanto, que toda a população fique atenta a pessoas suspeitas, que são aquelas que ficam observando ou que as abordam assim que saem do banco.

Roubos de cargas
Além do aumento significativo dos registros de “saidinha de banco”, o roubo de carga cresceu 11,9% no Estado. Paralelamente, o "roubo de veículos", que compõe outra categoria, caiu 0,9% no Estado de São Paulo no mesmo período.

“O roubo de veículos vem caindo no estado desde 2015 por causa da Lei dos Desmanches, que regulamentou a atividade e mexeu com a cadeia deste tipo crime, não só de um jeito pontual”, explica a pesquisadora Ana Carolina Pekny.

“A melhoria do cenário neste segmento aponta que para reduzir os roubos de carga é importante pensar em medidas que ataquem a sua dinâmica com soluções específicas, examinando quem recebe a carga roubada, por exemplo”, avalia.

Roubo a transeunte
A categoria que apresenta o maior volume de ocorrências em todo o Estado é “roubo a transeunte”, tendo sido registrados 227.289 casos no último ano, 53% do total da categoria “roubo (outros) ”.

“Existem muitas hipóteses para tentar explicar o motivo pelo qual o roubo a pedestres é o mais recorrente nos boletins de ocorrência, mas provavelmente está relacionado ao fato de que envolve muitos tipos de objetos, como celulares e carteiras”, explica a pesquisadora Ana Carolina Pekny.

Latrocínio
Apesar da sensação de insegurança em toda a sociedade em relação aos roubos, eles só terminaram com morte da vítima em 0,09% dos casos, tanto em 2015 quanto em 2016. Um em cada 125 mil habitantes foi vítima de latrocínio em ambos os períodos analisados.

“O que pode explicar a baixa letalidade dos roubos em São Paulo é a proibição da circulação de armas de fogo. Na capital, por exemplo, os números do latrocínio variam bastante entre as regiões, com maior incidência nas periferias das zonas Leste e Sul”, pontua a pesquisadora Ana Carolina Pekny.

Na Grande São Paulo, chama a atenção a redução significativa dos roubos seguidos em morte em Guarulhos, que caíram de 18 em 2015 para 5 em 2016. Santo André, por outro lado, teve incremento dos números, passando de 1 para 7 roubos letais.

No Interior do Estado, os latrocínios dispararam em São José do Rio Preto, que passou de 3 para 14 mortes, e em São José dos Campos, que passou de 17 para 25 mortes entre 2015 e 2016.

“É difícil dizer porque os números dessas cidades aumentaram, mas são regiões onde aumentaram os homicídios também, o que revela um problema mais amplo nessas duas regiões relacionado à violência letal”, afirma a pesquisadora.

O perfil das vítimas fatais também quase não variou no período analisado: há prevalência de vítimas do sexo masculino, que representaram 84% do total em 2015 e 87,3% em 2016. O instituto avalia que a predominância de homens entre as vítimas pode estar relacionada à reação.

Estelionatos também ocorrem com frequência em bancos
No que se refere a práticas criminosas relacionadas a bancos, os estelionatos também preocupam a população. São muitos os casos e diversas as maneiras de praticar esse tipo de crime. Um deles ocorreu em Ituverava no início do ano, quando uma aposentada foi ao banco e, quando saiu, foi perseguida por uma pessoa, que alegou trabalhar no banco.

O estelionatário pediu o cartão a ela, dizendo que ele apresentava um problema. A aposentada entregou o cartão que era em nome de seu marido, que fez diversas compras com ele. No fim do mês, ao chegar a fatura, o casal percebeu o tamanho do problema.

Situações como essa são frequentes, mas não é esse o único golpe aplicado por estelionatários. Também é comum fingirem que estão interessados em ajudar clientes, sobretudo idosos, a realizar operações em caixas eletrônicos. Contudo, eles observam as senhas dos usuários para depois utilizá-la parta fazer saques.

É fundamental que as pessoas fiquem atentas e só permitam que os profissionais das agências bancárias – identificados por uniforme e crachá – auxiliem em momentos como este.

Golpe do bilhete
Outro caso comum – e que também ocorreu recentemente em Ituverava – é quando criminosos oferecem um bilhete premiado à vítima, mas para recebê-lo é necessário que a vítima vá até o banco e faça um depósito em determinada conta. Esse dinheiro seria uma exigência para que o prêmio seja liberado, contudo se trata de um golpe,

Em todos os casos é fundamental que a população seja cética, busque informações e não confie nas pessoas, especialmente as que prometem grandes quantias de dinheiro com facilidade.

O que é "saidinha" de banco?
A chamada saidinha é um dos golpes mais comuns contra clientes de bancos. Consiste na abordagem e roubo, fora do ambiente das agências, de clientes que tenham sacado dinheiro - geralmente grandes valores - nas agências ou nos caixas eletrônicos. Também pode ocorrer o roubo de clientes que estejam indo ao banco para realizar depósito em espécie.

Como funciona?
Os chamados olheiros ficam rondando os estabelecimentos para identificar potenciais vítimas, normalmente clientes rotineiros, que estão indo constantemente à agência. Eles registram seus trajetos e hábitos e repassam os dados a comparsas, que seguem as vítimas. Por isso, a maioria das pessoas é abordada longe das agências, muitas vezes em área próxima aos locais de trabalho, negócios ou mesmo residências.

Como evitar?
Evite sacar valores altos em espécie. Prefira sempre as transações eletrônicas, que oferecem mais segurança, comodidade e eficiência. Exemplos: DOC, TED, transferência via telefone e Internet.

Se tiver de realizar saques de valores altos
Nunca conte dinheiro em público. Se houver necessidade disso, faça em local reservado da agência. Algumas instituições possuem locais reservados para essa finalidade. Informe-se com um funcionário do banco.Não comente com estranhos sobre a operação que realizou ou realizará Procure ir ao banco sempre acompanhado Seja discreto e rápido ao conferir o seu dinheiro e sair do banco Procure mudar seus trajetos e horários de ida à agência Desconfie de pessoas que fiquem por longo período dentro das agências sem realizar qualquer operação Caso sinta que está sendo observado ou seguido, entre num local movimentado, acione a Polícia Militar (tel. 190) e informe as características do observador Ao efetuar depósitos no caixa eletrônico, tome cuidado para que não haja troca de envelopes. Não peça, nem aceite ajuda de estranhos. Procure, sempre, a ajuda de um funcionário identificado do banco Se desconfiar de que está sendo observado por suspeitos no interior de uma agência, procure um funcionário identificado do banco ou um segurança Em caso de assalto, jamais reaja O golpe do bilhete premiado Este é sem dúvida um dos golpes mais tradicionais e antigos do Brasil. Segundo algumas fontes os primeiros casos remontam até os anos quarenta.

O roteiro clássico é o seguinte: o golpista, com jeito de pessoa simples e humilde, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio de loteria ou outro sorteio.

As vítimas típicas são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento da Caixa Econômica Federal (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.

Se for concurso tipo "mega sena" será mostrado um comprovante dos números sorteados (verdadeiro ou falso) e um falso bilhete com aposta nos mesmos números.

Às vezes eles apresentam um verdadeiro bilhete com aposta nos números ganhadores de um concurso anterior (veja exemplo abaixo), e um comprovante dos números sorteados naquele concurso, contando com a falta de atenção da vítima quanto ao número do concurso.

Em alguns casos o bilhete é forjado com o número de um bilhete que realmente ganhou, assim o documento para comprovar o sorteio não precisa ser falsificado (pode ser um jornal).

A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor. Em alternativa poderá apresentar a proposta como um pedido de ajuda para resolver problemas. Ajuda na qual a vítima supostamente sairia ganhando.

Oferta generosa
Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia, que é analfabeto, que tem alguém esperando ele, que a mãe dele está no hospital, etc.

Se a vítima cair nesta conversa sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada. Existem casos onde o golpista, em vez de dinheiro (que pode não estar disponível na conta da vítima), aceita valores como joias, etc.

Existem variantes onde, para pressionar ou incentivar a vítima a ir sacar seu dinheiro no banco, no meio da conversa com o golpista que oferece o bilhete, aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete (aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio), ou se oferecendo como sócio da vítima na compra do bilhete e mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, a verificar que o bilhete é mesmo "premiado".

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