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29/05/2017

INDÚSTRIA SUCROENERGÉTICA DEFENDE CAUTELA EM AÇÕES CONTRA IMPORTAÇÃO DE ETANOL DOS EUA

O presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br), Aparecido Luiz, considera insuficientes as medidas recém-anunciadas pelo governo federal para controlar a importação de etanol de milho dos EUA, mas defende cautela em adotar neste momento uma taxação sobre o produto estrangeiro.



Com a alta na entrada do biocombustível norte-americano no Brasil, o Ministério das Minas e Energia confirmou na última semana a adoção de um estoque mínimo para os produtores nacionais, a fim de evitar de controlar a quantidade de etanol importado no período da entressafra.



A ação foi confirmada a despeito de uma recomendação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, à Câmara de Comércio Exterior (Comex) para que fosse adotada uma taxa sobre as importações.



"Não é suficiente, mas como estamos num livre comércio uma taxação dessa, nesse momento seria inviável. Nós teríamos a mesma retaliação do outro lado, vamos trabalhar aí impondo forças, não dividindo. Acho que temos que somar forças", afirmou esta semana o presidente, durante o lançamento da 25ª Fenasucro.



Impasses internacionais como esse, além das incertezas políticas internas, segundo ele, não devem interferir nos negócios da feira, considerada uma das maiores do setor sucroenergético do mundo, e que acontece em agosto em Sertãozinho (SP), com uma projeção de R$ 3,1 bilhões em vendas.



O comércio exterior, na visão dele, foi justamente um dos aspectos que evoluíram para a cadeia sucroenergética desde a última edição da feira, sobretudo pelo preço do açúcar favorável à negociação e aumento da competividade do etanol como opção de energia renovável.



"Independente do que acontece no cenário federal temos que continuar fazendo nossa lição de casa", disse.



Taxação da China

Enquanto o Brasil tenta conter as importações do etanol norte-americano, por outo lado, tenta evitar uma taxação imposta pela China que pode fazer com que o país deixe de exportar 800 mil toneladas de açúcar pelos próximos 12 meses, segundo projeções da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que participa das negociações com o governo chinês contra a decisão.



Principal comprador da commodity brasileira, a China elevou de 50% para 95% a tarifa inicial sobre o produto brasileiro importado. Taxa válida pelo primeiro ano de negociação e que cai para 90% no segundo ano e para 85% no subsequente.



Na safra 2016/2017, as exportações brasileiras de açúcar do Brasil para a China foram de 2,149 milhões de toneladas. Para a próxima safra, a previsão era chegar a 3 milhões.

Em nota, a Unica argumenta que, em vez de proteger a indústria chinesa, a nova forma de taxação estimularia o contrabando de açúcar, prejudicando todo o mercado internacional.



Para o presidente do Ceise Br, é cedo para tirar conclusões sobre os efeitos dessa medida. "Realmente é uma situação muito delicada, mas ainda não aconteceu, precisamos esperar acontecer para ver as medidas que vamos tomar. (...) Eu prefiro ser otimista e pensar que isso não vai acontecer", afirmou.

Fonte: g1.globo.com

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