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ECONOMIA

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11/06/2017

GÁS DE BOTIJÃO FOI REAJUSTADO EM 6,7% NAS REFINARIAS DO PAÍS

Próximos reajustes ocorrerão no dia 5 de cada mês, diz estatal

A diretoria executiva da Petrobras aprovou uma nova política de preços para a venda às distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em botijões, para uso residencial. O primeiro reajuste foi quinta-feira, dia 8. A nova fórmula de preços levará a aumento médio nas refinarias de 6,7% em junho.

Nos próximos meses, os reajustes estão previstos para o dia 5 de cada mês. O último reajuste do gás de botijão ocorreu no dia 21 de março. A nova política de preços não se aplica ao gás de uso industrial e comercial, de acordo com a estatal.

Se repassado integralmente ao consumidor, a Petrobras calcula que o preço do gás de cozinha subirá, em média, 2,2%, “se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”. O preço ao consumidor não necessariamente reflete o ajuste nas refinarias. Isso depende de repasses por outros agentes da cadeia de combustíveis, como distribuidoras e revendedores.

Novo cálculo de preços
O preço final às distribuidoras será formado pela média mensal dos preços do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, mais uma margem de 5%, informou a Petrobras.

“O cálculo do preço será baseado nas cotações propano e bupano no ARA, que é Amsterdã, Roterdã e Antuérpia, um mercado relevante, que tem cotações líquidas para formação de preços e representa a melhor indicação de preços no mercado internacional”, disse o diretor da estatal Jorge Celestino durante coletiva de imprensa.

Ao detalhar como será a composição do preço do botijão, o executivo ressaltou que haverá um aumento na margem do preço da companhia e diminuição do valor de distribuição e revenda. Até então, a Petrobras respondia por cerca de 25% do valor final, outros 20% são tributos e o restante do preço é composto por distribuição e revenda.

“A nossa previsão é que ele passe a ser 26% preço Petrobras, mantendo 20% de impostos e uma pequena queda na margem de distribuição e revenda, com um aumento no preço do botijão de 2,2%”, disse Celestino.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, negou que esta nova política de preços foi implantada tendo em vista a possibilidade de venda de refinarias.

“O principal motivador [para a nova política] é o fato de que [o GLP] era o único derivado que não tinha política [de reajuste de preços]. A partir do momento que você tem agora uma previsibilidade completa de formação de preços para todos os combustíveis, sem dúvida nenhuma contribui para uma clareza maior para os possíveis investidores e parceiros na área de refino”, afirma.

Em Ituverava, o aumento já ocorreu e os botijões estão R$ 2,60 mais caros. Em duas empresas consultadas pela Tribuna de Ituverava, o valor era R$ 39 e, com o aumento, passou para R$ 41,60.

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