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11/06/2017
O plano é uma linha de crédito destinada ao médio e grande produtorAnúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto. Valor estará disponível para financiamento a partir de julho
O governo anunciou quarta-feira, dia 7, a liberação de R$ 190,25 bilhões para o Plano Safra 2017/18. O plano é uma linha de crédito destinada ao médio e grande produtor. O valor estará disponível a partir de julho.
No último Plano Agrícola e Pecuário, o governo havia anunciado a liberação de R$ 202,88 bilhões, mas após contingenciamento, o valor caiu para R$ 185 bilhões.
Segundo o Ministério da Agricultura, além de elevar o valor disponível para o financiamento, o Plano Safra 2017/18 também terá juros menores, variando de 6,5% ao ano a 8,5% ao ano.
Em seu discurso, o presidente Michel Temer disse que o anúncio traz otimismo em relação ao futuro da agricultura brasileira e mostra o "compromisso inequívoco" do governo com o setor."
De acordo com o ministério, R$ 150,25 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, sendo que R$ 116,25 bilhões terão juros controlados e R$ 34 bilhões terão juros livres, que dependerão de negociação entre o produtor e a instituição financeira.
Investimentos
O valor destinado a investimentos é de R$ 38,15 bilhões. Desse valor, R$ 1,4 bilhão será para apoio à comercialização. Também serão disponibilizados R$ 550 milhões para Seguro Rural.
Mo discurso no lançamento do plano, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, enfatizou que a agricultura foi o setor que garantiu aretomada do crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre de 2017.
"O agronegócio apareceu este ano como o grande salvador da economia brasileira", afirmou.
Plataforma Climate FieldView será lançada no Brasil no dia 12
A plataforma de agricultura digital Climate FieldView foi lançada em evento realizado dia 30 de maio, em São Paulo. A plataforma, que já é adotada nos Estados Unidos, deve revolucionar a forma com que os produtores brasileiros gerenciam suas propriedades com ferramentas de ciência de dados.
De acordo com Mateus Barros, líder para a América do Sul da Climate, essa ferramenta estará disponível a partir do próximo dia 12 de junho no site www.fieldview.com.br, onde os agricultores vão poder comprar este produto.
Segundo ele, entre os principais benefícios da ferramenta, estão o fato de ela melhorar a gestão operacional e permitir com que os produtores conheçam cada metro quadrado de sua propriedade. De acordo com comunicado divulgado pela Monsanto, a plataforma chega ao Brasil com preço inicial de R$ 15,00 por hectare.
Durante o período de testes, 115 produtores fizeram uso da ferramenta e possuíram alguns problemas com a conectividade no campo. Agora, o FieldView também já está adaptado para trabalhar em um sistema offline. Segundo a empresa, a ferramenta deve facilitar a coleta, a transferência e a interpretação de dados, colaborando para uma melhor gestão do negócio.
“Os produtores poderão adquirir o serviço pela internet ou por meio de nosso time de representantes espalhado pelo Brasil”, diz Mateus Barros, líder para a América do Sul da The Climate Corporation, negócio de agricultura digital da Monsanto.
“Basta ele criar uma conta no site, adquirir o número de hardwares necessários para o tamanho de sua operação e informar a quantidade de hectares que ele deseja contratar. Em cada hectare, o agricultor pode mapear quantas operações necessitar durante um ano inteiro”, explica Barros.
Agricultura Digital
O produtor brasileiro tem investido muito nos últimos anos em tecnologias que melhoram o rendimento das lavouras, como máquinas equipadas com piloto automático, sensores e monitores. Há uma enorme quantidade de dados sendo gerados por essas tecnologias, mas hoje a maioria não é utilizada em todo seu potencial.
De acordo com informações da Monsanto, a plataforma Climate FieldView integra informações de plantio, monitoramento, pulverização, colheita e solo em um só lugar, tudo acessível pelo celular, tablet ou computador. Isso permite que o produtor gerencie suas operações com mais eficiência e maximize sua produtividade.
O avanço da ciência de dados na agricultura contribuirá com a evolução da atividade necessária para atender o complexo desafio imposto pela crescente demanda por alimentos”, diz Mateus.
Testes no Brasil
Ao longo dos últimos dois anos, mais de 130 produtores de soja e milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais testaram a plataforma Climate FieldView em mais de 380.000 hectares. “A avaliação dos produtores até agora foi muito positiva. Como o Climate FieldView gera mapas e relatórios em tempo real, eles relataram que conseguiram corrigir problemas rapidamente e implementar mais testes de variedades e quantidade de sementes plantadas e até velocidade de operação”, diz Barros.
Plano poderá ter redução de juros em alguns programas
O Plano Safra deve trazer juros até dois pontos percentuais mais baixos do que na safra passada em alguns programas. Segundo o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, novidades serão apresentadas.
“A primeira novidade será na redução da taxa de juros, com algo em torno de 1% e, em alguns programas prioritários, talvez em até 2%. Estamos trabalhando a redução da taxa de juros do custeio e priorizando a armazenagem porque é um programa que precisa e o produtor não tem renda e, ao mesmo tempo, precisa ter prioridade a logo prazo pois é importante para toda a produção nacional”,disse.
Segundo informação exclusiva levantada pelo comentarista do Canal Rural, Mauro Zanatta, a nova safra terá R$ 190,25 bilhões em recursos para custeio, comercialização e investimentos. “Em meio ao terremoto político e o rombo bilionário nas contas públicas, sem falar da profunda recessão, o governo decidiu recompor parte do volume das linhas de investimento na produção, reduzidos na safra atual.
O total passará de R$ 34 bi para R$ 38,1 bi”, disse Zanatta.
Seguro Rural
O Seguro Rural 2018 também deve vir com acréscimos, já que a ideia do Ministério da Agricultura é que o valor chegue a, pelo menos, R$ 500 milhões. Em compensação, neste ano, o governo ainda luta para conseguir os R$ 400 milhões prometidos.
Até agora, cerca de R$ 90 milhões foram reservados, mas apenas R$ 44 milhões foram empenhados efetivamente.