Nossa Capa


Publicidade





POLϿ�TICA

Voltar | imprimir

08/08/2017

MINISTÉRIO PÚBLICO ESTÁ COM MAIS INFORMAÇÕES QUE OS VEREADORES IMAGINAM

Parece que se tornou uma tendência nacional. O Ministério Público está trabalhando em outro diapasão, com outro ritmo e com paciência oriental.



No caso das fraudes na Educação, a reportagem do Jornal da Franca fez contato com promotores na semana passada, diante dos rumores de que dois vereadores estavam sendo investigados.



Não houve negativa, mas também não houve confirmação. Mas, o que se verifica hoje é que os membros do Ministério Público estavam alguns passos à frente dos investigados.



À aquela altura, os promotores já poderiam ter depoimentos e cópias de documentos em mãos, que poderiam comprovar a improbidade e, mais ainda, a advocacia administrativa.



O assunto não era só administrativo, mas também criminal. E assim, os documentos foram encaminhados para as áreas específicas de investigação, visando fechar o cerco e acabar com um procedimento que, além de criminoso, na letra da lei, era extremamente injusto com a parcela pobre da população que necessita de vagas em creches para seus filhos e, assim, trabalhar para o sustento da família.



Num primeiro momento, depoimentos colocavam também o prefeito na área de investigação. Assim, uma diligência com promotor Paulo Borges à frente e oficiais do Ministério Público, foi marcada para a manhã de segunda-feira.



No local, foram examinados vários documentos e apreendidos os que faziam provas.



Dentre eles, dois ofícios do prefeito Gilson de Souza, feitos, coincidentemente, na manhã de segunda-feira, determinando que não era para ser contrariada a inabilitação das entidades que tinham sido desclassificadas do processo de chamamento pelas comissões que cuidam dos processos.



Foi justamente essa inabilitação que teria feito os vereadores pressionarem os funcionários públicos, até com ameaça de perda dos cargos, o que de fato aconteceu.



Os vereadores vão ter oportunidade de apresentar suas defesas, mas apenas versões não serão suficientes para safá-los da investigação.



Vai ser preciso mais do que isso, porque, desta feita, o Ministério Público está à frente.



Como ocorre nas muitas etapas da Lava Jato, quase sempre conduzidas pela Polícia Federal depois de investigações também do Ministério Público, investigados e outros interessados só ficam sabendo dos conteúdos contra eles no momento da deflagração das operações.



O método chegou a Franca e região. Não só agora no caso das fraudes em creches, mas também nas fraudes de transportes de alunos, que prendeu ex-prefeitos e empresários em cidades da região.​

Fonte: www.jornaldafranca.com.br

Voltar | Indique para um amigo | imprimir