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09/08/2017
O anúncio feito pelo Governo do Estado de São Paulo de transformar o CDP de Franca em uma penitenciária foi amplamente criticado pelos vereadores durante a sessão da última terça-feira. Della Motta (PODE) e Marco Garcia (PPS) bateram nessa e em outras medidas adotadas por Geraldo Alckmin (PSDB) e sua equipe de governo.
Para que se entenda, com a decisão de Alckmin, a unidade deixa de ser um Centro de Detenção Provisória, onde os presos aguardam julgamento, e passa ser um presídio, onde ficam recolhidos detentos já condenados, ou seja, mais perigosos, inclusive podendo aumentar a presença de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital, dentro e fora do CDP.
Della Motta, que é tenente da Polícia Militar, ficou indignado. “Virão a Franca presos de outras cidades. Suas famílias também virão a Franca para viver do auxílio-reclusão. Nossa criminalidade irá aumentar. Ele poderia mandar para Pindamonhangaba, onde ele nasceu. Eu detesto o governador por vários motivos: o esquecimento da polícia há três anos e agora isso”, afirmou.
Marco Garcia, presidente da Câmara, também criticou duramente o governador. “Para Franca, em uma canetada, transforma um CDP em penitenciária. Ele também nos dá um esqueleto, que custa R$ 20 milhões para reformar, e doou para Ribeirão Preto o teatro Dom Pedro II. É quase igual. É um tremendo cara de pau”, disse.
Marco também afirmou que o governador enviou R$ 14 milhões para Ribeirão Preto fazer obras de recapeamento e para Franca não veio nada. “Essa talvez seja a gratidão que ele tem por ter 65% dos votos em nossa cidade. E ele ainda queria nos presentear com mais três praças de pedágio. E fazendo a obra com recursos públicos e ceder para as concessionárias explorarem”, criticou o vereador do PPS.
O presidente, no final, amenizou dizendo que vê em Alckmin uma pessoa do bem e íntegra, além de um belo administrador. “Mas ele seria excelente se não quisesse colocar tanto pedágio e dar presentes de grego para nós”, afirmou Garcia.
Fonte: www.jornaldafranca.com.br