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10/08/2017
governo da Espanha aceitou o pedido de extradição de Guilherme Longo, acusado de matar o enteado Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, em Ribeirão Preto (SP). A decisão atende à solicitação do governo brasileiro, feita em maio deste ano, após o padrasto do menino ser preso em Barcelona.
Em ofício enviado à juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, da 2ª Vara do Júri e Execuções Criminais de Ribeirão Preto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil informa que o Conselho de Ministros da Espanha decidiu no dia 26 de julho pelo prosseguimento, por via judicial, da extradição do brasileiro.
Segundo o assistente de acusação do caso Alexandre Durante, a defesa de Longo pode contestar a extradição na Justiça espanhola, processo que pode durar até três anos. Caso não haja oposição, Guilherme Longo pode ser transferido ao Brasil até o final deste ano.
Ao Jornal da EPTV, o advogado de Guilherme Longo, Antônio Carlos Oliveira, afirmou que não vai contestar o processo.
A Promotoria sustenta que Longo matou a criança, que era diabética, com uma alta dose de insulina e jogou o corpo em um córrego próximo à casa da família.
Para a defesa do padrasto, o Ministério Público não tem provas que o incriminem na morte de Joaquim.
Prisão na Espanha
Foragido da Justiça brasileira desde setembro do ano passado, Guilherme Longo foi preso pela Polícia Internacional (Interpol) em abril deste ano, em uma praça em Barcelona, na Espanha. Ele usava documentos falsos no nome de um primo que mora em Santa Catarina.
A suspeita é que ele tenha deixado o Brasil pelo Uruguai, mas não há detalhes sobre a forma com que Longo conseguiu driblar a imigração espanhola.
A hipótese de que Longo estaria na Europa foi levantada por uma mulher que mora no Chile, que entrou em contato com o pai de Joaquim, Arthur Paes Marques. Por meio das redes sociais, ela informou que o acusado usava um nome falso no exterior e identificou o hotel onde ele havia se hospedado.
De acordo com o advogado do pai da criança, Alexandre Durante, um brasileiro com o nome de Gustavo Triani deixou o Brasil pelo Uruguai em 20 de dezembro do ano passado e chegou a Madri de avião três meses depois, em 19 de março. Triani é primo de Guilherme Longo, mora em Santa Catarina e negou qualquer participação na fuga.
Antes de chegar à Espanha, Longo teria tentado se alistar na Legião Francesa, mas desistiu por receio da documentação, conforme a acusação.
As informações levaram o produtor do Fantástico, Evandro Siqueira, a Barcelona. Ele esteve no hotel onde Longo ficou hospedado por cinco dias e descobriu que o hóspede procurava emprego na cidade. Evandro Siqueira também descobriu que o padrasto de Joaquim participava de um grupo de brasileiros que moram em Barcelona.
De posse de um currículo de Longo, Siqueira conseguiu o número de telefone dele e entrou em contato, fingindo ser um comerciante interessado em uma entrevista de emprego. Guilherme Longo foi localizado no dia 25 de abril pelo produtor.
As informações sobre o paradeiro de Longo foram repassadas pelo Fantástico à Polícia Federal, que incluiu a ordem de prisão expedida pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto na Difusão Vermelha da Interpol, que contém os nomes de foragidos internacionais.
Em 27 de abril, o escritório da Interpol em Madri e o Cuerpo Nacional de Policia da Espanha o prenderam em Barcelona. Longo foi levado a um complexo da polícia espanhola e foi transferido para uma penitenciária no país.
Entenda o caso
O corpo de Joaquim foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos (SP), em novembro de 2013, cinco dias após o menino desaparecer da casa onde morava com a mãe, o padrasto e o irmão, no Jardim Independência, em Ribeirão.
A Polícia Civil concluiu que o padrasto matou o menino, que sofria de diabetes, com uma alta dose de insulina, e jogou o corpo em um córrego próximo à residência da família. Longo foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.
Fonte: g1.globo.com