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18/08/2017

PINGA, TÊNIS, XAMPU. FRANCA SE TORNA A `MECA DA PIRATARIA´

Carotinho de pinga, calças jeans, bolsas, xampu. Foi o tempo em que Franca falsificava apenas tênis e CDs. Esse tipo de crime se ampliou na cidade e a variedade de produtos falsificados preocupa. Além dos títulos de capital do calçado e do basquete, é triste constatar que a cidade está se transformando na “meca da pirataria”. No intervalo de apenas 40 dias, a polícia fechou a linha de produção de três fábricas clandestinas de produtos diversos. Cerca de 30 pessoas foram detidas, nove continuam presas.



Cosméticos

5 de julho. Uma operação conjunta entre policiais do 3º DP e Gaeco (Grupo de Atuações Especiais de Combate ao Crime Organizado) deteve uma quadrilha acusada de compor uma indústria de falsificação de cosméticos, que teria lucrado cerca de R$ 6 milhões em quatro anos. De acordo com o Ministério Público, a quadrilha tinha um forte esquema de falsificação com as funções de cada um de seus membros especificadas e bem definidas. Os envolvidos trabalhavam na falsificação e comercialização, inclusive, pela internet. O grupo, que tinha ramificações fora de Franca, era baseado no Jardim Paulistano. Quinze acusados de envolvimento foram denunciados à Justiça. Nove deles tiveram a prisão preventiva decretada e estão atrás das grades.



Calças e tênis

13 de julho. Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apreenderam 1.500 calças imitações da marca Diesel e 380 pares de tênis imitações do New Balance em lojas no bairro da Estação e na Vila Santa Cruz, e em um depósito do Jardim Francano. Dois comerciantes foram detidos e liberados após prestarem depoimento, mas vão ser processados.



Bebidas

15 de agosto. Uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas foi lacrada pela DIG no Jardim Ipanema, zona Norte de Franca. A produção estava em pleno funcionamento quando os policiais chegaram. Nos barracões havia tanques, garrafas, embalagens, caixas e outros objetos usados na falsificação, feita sem higiene. O proprietário vai responder em liberdade.



O delegado Márcio Murari credita o aumento no número de ocorrências à atuação das autoridades. Segundo ele, tem sido feito um trabalho rigoroso para combater a prática da falsificação na cidade (leia mais nesta página).



Falsificação de CDs manda 10 para cadeia

Investigações da polícia revelam que grande parte do produtos falsificados em Franca, como bolsas, calçados e roupas, é levada para ser vendida na região da rua 25 de Março, em São Paulo. “Enquanto há gente comprando, certamente, vai ter gente fabricando”, disse o delegado Márcio Murari.



Ele disse que o aumento nas ocorrências deve-se ao trabalho feito pelas autoridades locais. “Temos feito um combate incisivo contra os falsificadores. Os responsáveis estão sujeitos a penas altas, principalmente, nos casos relacionados à falsificação de bebidas e cosméticos, que caracterizam crime contra a saúde pública. Engana-se quem pensa que o crime não dá em nada. Temos hoje entre dez e 15 pessoas cumprindo pena em regime fechado por conta da falsificação de CDs”.



Dependendo do produto, o responsável pela falsificação pode responder por crimes contra o registro de marcas, sonegação fiscal, violação do direito autoral e crime contra a saúde pública.

Fonte: gcn.net.br

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