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27/08/2017

FANFARRA DA “HUMBERTO FRANÇA” SE DESTACA NO ENSINO DE MÚSICA

Fanfarra Municipal Estudantil em apresentação na Vila Dignidade

Professora Isabel Cristina Mota Machado (“Bebel”) desenvolve um importante trabalho com alunos de 12 a 17 anos

A Prática musical é importante para o aprimoramento social e cultural do ser humano, especialmente das crianças e adolescentes, pois possibilita o desenvolvimento e fortalecimento do raciocínio lógico-matemático, do senso estético, da percepção sonora e espacial, além da coordenação motora. Outro fator importante é promover a aproximação entre os alunos e o ambiente escolar, percebendo-o como espaço de lazer e interação com os colegas e professores.

Outro propósito é também resgatar valores culturais, respeito, amor à Pátria, ética, formação moral, entre outros. Além disso, a música é uma ferramenta de inclusão social no verdadeiro sentido, respeitando-se as diferenças e necessidades de cada aluno, incentivando-o a frequentar regularmente as aulas.

Dentro desse universo, a fanfarra é uma excelente opção de incentivo à prática musical, pois faz com que os jovens sejam capazes de cumprir regras, resgatar valores e melhorar a autoestima. Também é essencial para despertar a sensibilidade e o respeito por si e pelo próximo, mostrar a importância do bom relacionamento humano, valorizar o trabalho em grupo, além de desenvolver o espírito de liderança no jovem.

Filosofia
É justamente com esta filosofia que a professora Isabel Cristina Mota Machado (“Bebel”) coordena a fanfarra da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Humberto França”, que desenvolve um importante trabalho com os 34 integrantes, jovens de 12 a 17 anos, que são alunos de escolas municipais de Ituverava. Eles tocam instrumentos de percussão, como caixinha, surdo, meio-surdo, fuzileiro, pratos e agogô. Os ensaios são às terças-feiras, às 18h, com duas aulas em sequência.

A fanfarra esteve por muito tempo desativada, até que voltou a funcionar por iniciativa do professor Wlamir Tony Lucas Ribeiro, que hoje é o secretário municipal de Cultura, Turismo e Lazer de Ituverava.

Apresentações
Ao longo deste ano, a fanfarra já fez diversas apresentações em Ituverava, como no Centro Cultural “Cícero Barbosa Lima Júnior”. Segundo Bebel, outras apresentações estão sendo planejadas para ocorrer ainda neste ano.

“Este ano, nos apresentamos na abertura dos Jogos da Terceira Idade, na comemoração do aniversário de Ituverava e na Vila Dignidade. No dia 30 de agosto, nos apresentaremos no Centro Cultural Cícero Barbosa Lima Júnior, durante a Feira do Livro; no dia 6 de setembro em São Benedito da Cachoeirinha, em evento que comemora o Dia da Independência (7 de setembro) e também o aniversário da escola Trajano, que completa 70 anos”, afirma.

“A fanfarra é mantida pela Prefeitura de Ituverava e Secretaria Municipal de Educação e possui um papel muito importante, pois a música desenvolve a mente, promove o equilíbrio, concentração, raciocínio e a sensação de bem-estar. A criança que tem contato com a música ainda apresenta melhor desenvolvimento na escola e na vida social”, ressalta.

Opiniões sobre a Fanfarra
“Comecei a tocar na fanfarra, porque para mim, música é alegria, e eu me identifico muito. Escolhi tocar o bumbo, primeiramente pela minha altura e também porque acho interessante a forma como ele é tocado e o som que emite”.

Bianca Moreira da Silva Afonso, 13 anos

“Interessei pela fanfarra, desde quando fui em uma apresentação e me encantei com os toques e o jeito de tocar os instrumentos. Fui participar dos ensaios, me apaixonei e estou até hoje, até porque a professora também é um amor de pessoa. Escolhi o bumbo, como instrumento, porque foi como amor à primeira vista. Apaixonei quando vi o modo de tocá-lo, girando as baquetas. Além disso, o som do bumbo, é algo que me chama bastante a atenção”.

Tamiris da Silva Gonçalves, 17 anos

“Decidi fazer parte da Fanfarra pois sempre tive interesse de conhecendo algo novo ou viver uma experiência nova. Não me arrependo, pois foi uma das melhores coisas que aconteceu até hoje na minha vida. A fanfarra é minha segunda família. Tenho uma paixão profunda por ela, onde toco desde os 7 anos o mesmo instrumento, que é o surdo.

O interesse pelo meu instrumento, surgiu através do meu antigo professor de fanfarra, Marcelo. Ele olhou para mim e disse o surdo é o seu instrumento. Tente tocá-lo e se gostar, você continuará com ele. Toquei, gostei, amei e hoje não troco o surdo por nenhum outro instrumento”.

Alexandre Bento Buliani, 23 anos

“Sou apaixonada por música e quando vi a oportunidade de fazer aulas de fanfarra na escola onde estudo, fiquei muito feliz. Desde criança nutria essa vontade e curiosidade, em tocar instrumentos e ouvir sair deles, uma melodia, um som legal. A fanfarra é composta por instrumentos de percussão e isso chamou ainda mais a minha atenção. Foi difícil no começo, pois eu ainda não tinha coordenação motora, mas com o tempo, acabei aprendendo a tocar corretamente e desenvolvi habilidades, que eu mesma não sabia que tinha”.

Marília Eduarda Tiusso Santana, 14 anos

“Conheci a fanfarra por influência de muitos amigos que me recomendaram. Disseram que era legal, então fui conhecer e acabei decidindo entrar. Escolhi o meu instrumento, por ser um dos que mais exige dedicação, para fazer uma bela melodia”.

Marcelo Henrique Silva Rosa, 15 anos

“Decidi entrar na fanfarra porque sempre fui muito influenciado pela música, tanto que toco teclado, aprendi tocar guitarra e acabei escolhendo a caixinha, porque foi um dos instrumentos no qual mais me identifiquei. Entretanto, tenho toda uma trajetória na fanfarra.Comecei tocando surdo, depois fui para o bumbo e só então, passei tocar a caixinha.

Sou um dos integrantes mais antigos da fanfarra, que já vai completar três anos. Para mim, não há algo melhor que a música, porque ela acalma e relaxa. Sempre quando estou estressado, vou tocar e ouvir música. Vivo de música, não financeiramente, mas mentalmente”.

Vitor Gabriel Sampaio Silva, 14 anos

“No começo, ouvi uma amiga falando sobre a fanfarra e fui vê-la tocar. Achei muito legal, até que um dia decidi que eu queria fazer parte daquilo e também lembrei, que era o sonho da minha avó, ver um dos netos tocando algum instrumento, independente de qual fosse. Quando ela era nova, era uma das porta-bandeiras da fanfarra. Foi então, que surgiu meu interesse pela fanfarra, que hoje, é algo que eu amo muito.

Para tocar o instrumento, é preciso ter muita coordenação motora, o que foi um desafio para mim. No entanto, me apaixonei na primeira vez que toquei”.

Júlia Iida Miranda, 16 anos

Ensino de música na infância pode trazer vários benefícios
Qualidades e comportamentos obtidos na infância podem acompanhar as pessoas pelo resto de suas vidas. Por isso, é importante que os pais observem logo na infância o que tem influenciado seus filhos, qual tipo de histórias, filmes, desenhos animados e música estão fazendo parte de seu dia a dia.

Pais que procuram uma forma de proporcionar uma fonte de alegria, bem-estar e realização pessoal devem apresentar o mais cedo possível a aprendizagem da música, seja com o canto, dança ou instrumentos musicais.

A música pode transformar o comportamento das pessoas, pois existe uma relação muito grande entre música e o desenvolvimento cognitivo e atitudinal das crianças e adolescentes. alguns benefícios:

Autodisciplina
A aprendizagem musical exige disciplina, empenho e comprometimento, ajudando muito no desenvolvimento da autodisciplina em outras áreas da vida.

Sensibilidade
A música torna a pessoa sensível para perceber pequenos detalhes e a observar melhor o que está ao seu redor, por desenvolver partes do cérebro que os tornam mais sensíveis a detalhes.

Coordenação
Principalmente no ensino de instrumentos, a música desenvolve a coordenação motora e cognitiva por atuar fortemente no raciocínio, e a necessidade de controle da atenção visual, auditivo e movimentos do corpo simultaneamente.

Paciência
É um dos comportamentos desenvolvidos nas crianças e adolescentes. Independente do método, exigirá paciência para recomeçar sempre que necessário e dedicação com muitas horas de treino e ensaios.

Memorização
Com o treino, a música trabalha partes do cérebro ligadas diretamente à memória sendo excelente prevenção a doenças como o mal de Alzheimer.

Concentração
É muito comum ouvir relatos de que as crianças envolvidas com a aprendizagem musical melhoram de maneira significante o desempenho escolar e comportamento social.

Bem-estar
O desenvolvimento musical ajuda reduzindo os sentimentos de solidão, ansiedade e depressão. Favorecendo sentimentos de paz, tranquilidade e bem-estar.

Muitos são os estudos que envolvem comportamento e música. Em seu livro Como a mente funciona (Cia das Letras, 1998), o psicólogo Steven Pinker, compara a música a uma "guloseima auditiva", feita para "pinicar", mexer com áreas cerebrais envolvidas em funções importantes.

Sendo assim podemos dizer que música e criança, assim como doces, possuem uma combinação perfeita, favorecendo em muitos aspectos o desenvolvimento delas.

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