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03/09/2017

AÇÃO DA POLÍCIA MILITAR DESMONTA “TRIBUNAL DO CRIME” EM ITUVERAVA

O capitão Helder de Paula, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ituverava

Estavam no local nove pessoas, que “julgavam” um jovem que é acusado de ter estuprado e agredido uma mulher em Guará

Em uma ação rápida, concisa e extremamente eficiente, o Batalhão da Polícia Militar de Ituverava, com reforço de policiais da região, desmontou um “tribunal do crime” e prendeu cinco pessoas na tarde do último sábado, 26 de agosto, em uma residência no Parque dos Esportes.

Estavam no local nove pessoas, que “julgavam” um jovem de 23 anos que é acusado de ter estuprado e agredido uma mulher em Guará, na frente de seu filho. O jovem estava foragido da Justiça e havia sido encontrado pelos membros de uma organização criminosa, que decidiu realizar o tribunal do crie.

Para capturar os envolvidos, que sequestraram e levaram o homem até uma casa no Parque dos Esportes, foi necessária a mobilização de quatro viaturas e oito policiais. Eles chegaram ao local e em ação rápida desmantelaram o ‘tribunal do crime’ graças a uma denúncia anônima.

Os PMs encontraram membros da organização criminosa, a mulher, que teria sido vítima de estupro, sua irmã e outra conhecida que seria o elo entre os integrantes da facção. A vítima do sequestro estava no interior do imóvel e, agora, está bem.

Todos os envolvidos foram conduzidos até o Distrito Policial, onde cinco deles receberam voz de prisão. “Quando a mulher foi detida, afirmou que foi abusada na cidade de Guará, por um homem que era seu cunhado. Ele fugiu para Ituverava e foi localizado pelos membros da “organização criminosa” e estava prestes a ser ‘julgado’”, explica o capitão Helder de Paula, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ituverava.

Ação Rápida
“Quando recebemos a denúncia anônima, rapidamente montamos a operação, solicitamos reforços da região e nos dirigimos à casa, no Parque dos Esportes. Os envolvidos estavam no quintal, realizando o ‘tribunal do crime’. A vítima do estupro e outra mulher contaram o que estava acontecendo”, ressalta.

Ainda de acordo com o capitão Helder, todas as pessoas presas têm envolvimento com o crime organizado. “Elas já têm passagem pela polícia por crimes como sequestro, tortura e atuação em facções criminosas”, explica.

“O indivíduo que estava sendo ‘julgado’ informou que os responsáveis pelo tribunal cobravam uma confissão e falavam, desde o início do ‘julgamento’, que ele seria morto naquele dia”, enfatiza.

Contato com a vítima
A vítima do estupro afirma, segundo o capitão Helder, ter sido procurada pelos membros da facção criminosa para saber a veracidade do fato. “Eles teriam entrado em contato com ela e questionado se o estupro realmente foi consumando. Como ela confirmou, eles afirmaram que o culapado não poderia ficar impune. Localizaram o indivíduo e organizaram o tribunal”, destaca.

Capitão Helder deixa uma importante mensagem àqueles que defendem a ideia de que o tribunal do crime estava fazendo justiça.

“Nós, da Polícia Militar, acreditamos em um estado democrático e acreditamos que cabe ao Poder Judiciário o julgamento, porque só ele tem capacidade técnica e moral para isso. Jamais aceitaremos que haja qualquer outro tipo de poder estabelecido em nossa sociedade”, completa o capitão Helder de Paula, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ituverava.

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