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12/09/2017

CELULAR DE PLASTINO CITA R$ 1 MI A BALEIA ROSSI; DEPUTADO NEGA E ATACA

O deputado Federal Baleia Rossi (PMDB) é mencionado, em arquivo eletrônico encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular do empresário Marcelo Plastino, como destinatário de R$ 1 milhão. O documento também cita que Davi Cury, ex-superintendente da Coderp e réu na Operação Sevandija, era o “homem direto de Baleia”.



As informações constam no mesmo arquivo que menciona supostas irregularidades envolvendo 21 agentes públicos, entre eles a ex-prefeita Dárcy Vera (PSD) e seis vereadores da atual Legislatura da Câmara, conforme noticiado pelo A Cidade na semana passada.



Baleia negou veementemente o recebimento de valores e atacou: afirmou que o documento é uma “fraude”, que foi inserido no processo de “forma criminosa” e que testemunhas estariam sendo “forçadas” a incriminá-lo.



Já integrantes da Operação Sevandija acreditam que o arquivo seria um estudo de uma futura delação premiada do empresário, que cometeu suicídio em novembro do ano passado.



Em um tópico intitulado “Dep. Baleia Rossi”, constam três linhas: “R$ 1 milhão”, “Palu (irmão e operador)” e “levou diversas vezes dinheiro em sua casa”.



Irmão de Baleia e proprietário da empresa Ilha Produções, Palu nega qualquer contato com Plastino. A Ilha já apareceu na delação do grupo JBS e, segundo o jornal Folha de São Paulo, é apontada pelo marqueteiro Duda Mendonça como meio de caixa 2 da campanha a governador em 2014 (leia ao lado).

Viagem

O documento também faz menção a uma suposta viagem feita por Baleia e Davi. Em um dos tópicos, consta que ambos passaram férias de 30 dias em Orlando.



A PF fez uma varredura em todas as viagens internacionais de Baleia e Davi e verificou que em janeiro de 2013, 2014 e 2015 os dois foram ao exterior em períodos que coincidem. Não houve, porém, comprovação do encontro.



O documento no celular de Plastino aponta, ao lado do tópico da viagem, que “licitação nova não saiu”.

No final de 2014, quando era superintendente da Coderp, Davi determinou a rescisão de um contrato de terceirização com a Atmosphera, iniciado em junho de 2012 no valor inicial de R$ 7,1 milhões anuais, alegando irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas. Uma nova licitação seria aberta, e Plastino poderia perder os recursos milionários.



Em janeiro de 2015, quando Davi estava de férias, o contrato foi reestabelecido por Ricardo Ribeiro, então diretor financeiro da Coderp.



Em depoimento na Sevandija em julho, Ribeiro afirmou perante o juiz que foi o próprio Davi quem pediu para retomar o contrato. “Estranhei na hora”, disse Ribeiro.

Sem autoria

O celular foi apreendido em 25 de novembro, após o suicídio de Plastino. O relatório da PF foi feito em 29 de maio, mas anexado pela Justiça no processo da Atmosphera na quarta-feira (6) passada. O relatório não diz a data em que o arquivo teria sido produzido, nem se é de autoria do próprio Plastino.

Fonte: www.acidadeon.com

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