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22/09/2017
A Justiça condenou 20 acusados de fraudar mais de 30 licitações e cinco concursos públicos de prefeituras e Câmaras Municipais nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Ao todo, as penas somam mais de 100 anos de prisão.
Apontada como chefe do esquema que desviou mais de R$ 2 milhões, a ex-vereadora de Pradópolis Marlene Galiaso (PV) recebeu a maior pena: foi condenada a 23 anos e sete meses, a maioria em regime fechado, além de pagar 118 dias-multa. Marlene está presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto desde junho de 2015.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o esquema era comandado por Marlene, que utilizava a sua empresa, a Gerencial Assessoria, com sede em Ribeirão, ou se revezava com outras oito empresas envolvidas para vencer as licitações. A ação ocorria em parceria com funcionários de prefeituras e Câmaras.
O rodízio de empresas permitia que o grupo não despertasse atenção dos órgãos de fiscalização. Algumas empresas tinham sedes frias em que não havia nenhum tipo de atividade, e outras duas funcionavam no mesmo endereço.
Entre os crimes pelos quais a ex-vereadora foi condenada estão associação criminosa, falsidade ideológica, fraude em licitação, fraude em concurso e falsificação de documento particular. O advogado de Marlene, Antonio Roberto Sanches, declarou que recorrerá da decisão.
“Assim que for intimado irei recorrer, porque considero que foi uma pena elevada diante do contexto dos fatos e das provas”, afirmou.
Entre os outros condenados estão agentes públicos, políticos, servidores e advogados. Um réu foi absolvido de todas as imputações. O Gaeco declarou que deverá recorrer quanto às absolvições e à quantidade de algumas penas.
Fonte: www.acidadeon.com