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26/09/2017

``CONTEXTO´´ LIGA FALAS DE ZUELY A DÁRCY, DIZEM POLICIAIS FEDERAIS

No primeiro dia das audiências do processo dos honorários da Operação Sevandija, policiais federais afirmaram que o “contexto” foi determinante para ligar a ex-prefeita Dárcy Vera (PSD) aos diálogos da advogada Zuely Librandi. Presas em Tremembé, ambas não acompanharam os depoimentos de ontem em Ribeirão Preto.



Zuely, nas interceptações, raramente fala o nome da ex-prefeita. O pronome “ela” é o mais utilizado, quando conversa com Sandro Rovani sobre destinatários de saques em dinheiro e indícios de extorsão.

Tanto o delegado Flavio Reis quanto o agente Luiz Janones afirmaram que, nos relatórios de inteligência e transcrição das conversas, utilizaram outros elementos da investigação para relacionar as conversas à prefeita.



Em um diálogo, por exemplo, Zuely faz menção “a chefe”. Segundo eles, não haveria como não ser Dárcy, já que era quem comandava o Executivo.



Estratégia



A advogada de Dárcy, Claudia Seixas, explorou a ausência de citações diretas à ex-prefeita para, indiretamente, indicar que não havia provas contra ela.



Claudia questionou, também, se Zuely falou expressamente em “propina” para Dárcy - os policiais negaram. Em depoimento logo após a deflagração da Sevandija, Zuely disse que pagava despesas pessoais e fazia repasses a uma pessoa de confiança da então prefeita para uma “ONG”.

Segundo o delegado Flávio Reis, no depoimento Zuely parecia “proteger Dárcy”, tentando não incriminá-la.



Delação de Wagner



As defesas também atacaram a credibilidade das provas obtidas a partir da delação premiada de Wagner Rodrigues. Após seu depoimento, a Sevandija encontrou em setembro planilhas no escritório de Sandro Rovani com o que seria a divisão da propina.



Questionados, os policiais disseram que não havia como precisar a data em que o documento foi feito.

Os advogados também abordaram a ausência de “trabalho de campo”, sem acompanhamentos das entregas de dinheiro ou saques que seriam destinados a propinas. Os policiais explicaram que, devido aos prazos e equipe restrita - um delegado e dois agentes de Ribeirão Preto - não foi possível realizar trabalho de campo na investigação dos honorários.



As próximas audiências serão na quinta-feira (28).



Reações dos réus nos depoimentos



Marco Antonio



Mais tranquilo do que nas audiências da Atmosphera, até sorriu. Conversou bastante com seus advogados, ajudando a formular perguntas aos depoentes. Balançava a cabeça quando discordava da testemunha.



Sandro Rovani



Aparentando estar ainda mais magro do que há dois meses, se manteve em silêncio na primeira fileira ao lado de seu advogado. Ouviu atento cada fala das testemunhas.



André Hentz



Vestindo terno, não demonstrou preocupação. Saiu pela porta da frente do Fórum ao fim das audiências, sem dar entrevista.



Wagner Rodrigues



Ficou o tempo todo isolado em uma sala ao lado das audiências, sob escolta policial - sua defesa alega que ele foi ameaçado em janeiro. Por ser delator, não precisa ter contato visual com os outros réus.

Fonte: www.acidadeon.com

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