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26/09/2017

DORIA VIVE UM DIA TÍPICO DE CAMPANHA ELEITORAL EM FRANCA

João Doria (PSDB) chegou a Franca às 12h40, em seu jatinho particular. O marasmo do lugar foi quebrado pela agitação de empresários e de tucanos que aguardavam a estrela do partido. Embora tenha dito que não se apresentava na cidade como pré-candidato à presidência da República, Doria viveu um típico dia de campanha eleitoral: tirou fotos, distribuiu abraços, foi atencioso, fez propaganda de seu governo e fez críticas ao PT.



O primeiro destino do prefeito foi a fábrica de calçados Mariner. Um pequeno grupo de pessoas ligadas ao PT e ao Sindicato dos Sapateiros distribuiu panfletos e fez críticas ao prefeito. Ele não ouviu os insultos. Almoçou no refeitório com diretores e funcionários da empresa. Conheceu a linha de produção e ganhou calçados.



A parada seguinte foi na sede do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca). Se reuniu com empresários do setor, conheceu o projeto Instituto Cidade do Calçado e assistiu a um filme sobre o parque calçadista de Franca. Falou de sua trajetória na iniciativa privada e sua administração. “Estamos desburocratizando São Paulo. A avaliação positiva de nossa gestão extrapola os limites do Brasil”. Foi quando começou a disparar críticas ao governo do PT. “A eficiência de nossa gestão é o oposto da que o PT impôs ao Brasil, com roubo, assalto e ineficiência”. Lembrou que iniciou a campanha para prefeito com 2% de intenções de votos e que venceu o petista Fernando Haddad no primeiro turno. “Arrasamos o PT em São Paulo. Eles apanharam feio em todos os setores”.



Por volta das 16 horas, Doria chegou ao Villa Eventos, onde abriu o 4º Congresso Empresarial da Acif. Falou sobre gestão pública para duas mil pessoas. Voltou a criticar o PT. “Tenho 59 anos, sou casado e tenho três filhos. Aos 13 anos, comecei a trabalhar e tirei a carteira de trabalho, coisa que o Luís Inácio mentiroso da Silva não tem.”



Ao começar a falar sobre sua administração, desceu do palco e se colocou mais próximo da platéia. “O que estamos fazendo na Prefeitura é inovação. Para ter eficiência de gestão, precisa ter coragem. Sou a favor da privatização. Estamos realizando o maior programa de desestatização que São Paulo já viu.” Falou de seu trabalho para acabar com a “Cracolândia” e atacou o crime organizado. “Estamos dando atendimento para quem precisa. Para os bandidos, é cadeia. Na minha cidade, traficante não manda. Não há espaço para essa gente. Não tenho medo do PCC e de bandidos, não. A minha cidade tem comando, bandidos não vão ter moleza.”



Defendeu suas viagens pelo País, disse ter credibilidade e vida honesta. “Viajo pelo bem da cidade e do País. Deixo um recadinho para a turma do PT: eu trabalho para o povo. Tenho orgulho de ser diferente do PT. Eles quase acabaram com o País. Vim para o enfrentamento e para fazer o que é necessário.” Finalizou dizendo aos empresários que a economia está melhorando e que o País voltará a produzir e gerar empregos. “Não percam a esperança, lutem”. A palestra foi encerrada com seu tradicional bordão: “Acelera, Brasil”. Às 17 horas, Doria deixou Franca rumo a Belo Horizonte.



O Congresso segue hoje, com painéis voltados aos setores comercial, industrial e serviços.





Doria: ‘Não me apresento como candidato’

Em todos os lugares por onde passou em Franca, Doria teve de responder se será candidato à presidência da República. Não confirmou, mas também não negou a possibilidade.



Evitou entrar em rota de colisão com o padrinho, Geraldo Alckmin, com quem disputa a indicação do partido. “Não me apresento como candidato. Tudo tem o seu tempo. Até o início do ano que vem, o PSDB deve tomar sua decisão. O mundo se conquista com inteligência, não é com pressa”.



Mesmo tendo sido cortejado pelo PMDB e pelo DEM, disse que não pretende mudar de partido. “Ser cortejado é sempre agradável, mas estou no PSDB pela minha opção, me filiei em 2001. Não vejo nenhuma razão para deixar o PSDB. O olhar para as eleições é a partir de janeiro de 2018. Agora, é olhar a gestão”.



Embora “não se apresente” como candidato, não perdeu oportunidade de criticar o ex-presidente do PT. “O Lula é um sem vergonha, quase destruiu o Brasil.”

Fonte: gcn.net.br

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