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03/11/2017
Walter Gomes fará correção de desvio de septo e será acompanhado pela mulher na recuperação. Defesa diz que operação ainda não teve início por quadro de pressão arterial elevada.
O ex-presidente da Câmara de Ribeirão Preto (SP) Walter Gomes chegou ao hospital onde realizará cirurgia de correção de desvio de septo com as mãos e os pés algemados, e usando o uniforme da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
A defesa chegou a pedir autorização da Justiça para que o ex-vereador usasse roupas comuns em consultas médicas e no dia da operação, nesta sexta-feira (3), mas a solicitação foi negada pelo juiz Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira, da 4ª Vara Criminal de Ribeirão.
Gomes estava escoltado por dois agentes penitenciários e dois policiais militares armados. Ele chegou ao hospital particular por volta de 7h30, levado do Centro de Detenção Provisória de Serra Azul (SP), onde está desde 6 de outubro.
Preso desde dezembro do ano passado, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio o ex-vereador será submetido à cirurgia no nariz porque, segundo a defesa, está com a respiração comprometida.
Um médico da SAP emitiu laudo confirmando “grave dificuldade respiratória” e ainda que o ex-vereador sofre de “grande predisposição a infarto” e “quadro grave de hipertensão arterial”. Os documentos foram entregues à Justiça.
O advogado Júlio Mossin disse que o procedimento não havia sido realizado até o início da tarde desta sexta-feira justamente porque Gomes apresenta quadro de pressão arterial elevada. Ele permanece internado no hospital.
A assessoria do hospital informou que “o paciente solicitou privacidade sobre o estado de saúde” e, por esse motivo, não divulgará boletim médico.
A Justiça acatou o pedido da defesa para que a mulher do ex-vereador, Mariana Roberta Gomes de Oliveira, permaneça no quarto acompanhando o marido durante a recuperação. Entretanto, também não há confirmação se ela já está no hospital.
Operação Sevandija
De acordo com a força-tarefa da Operação Sevandija, Gomes e outros oito parlamentares da base aliada da ex-prefeita Dárcy Vera se beneficiaram da indicação de cabos eleitorais para ocupar cargos terceirizados na Prefeitura de Ribeirão Preto.
Além disso, os ex-vereadores são acusados de receber propina para aprovar projetos de lei de interesse da ex-prefeita. Dono da Atmosphera Construções e Empreendimentos, o empresário Marcelo Plastino também era réu no caso, mas morreu em novembro de 2016.
Fonte: g1.globo.com(EPTV)