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MINHA ITUVERAVA

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17/02/2010

CAPITÃO DA RESERVA DO EXÉRCITO CHEGOU A ITUVERAVA EM 1953

O capitão da Reserva do Exército nacional, Washington de Souza Gomes, 78 anos, conta que chegou a Ituverava em 1953, obedecendo a critérios de transferência do Exército.

Nascido em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, adotou a cidade como sua terra natal. Em Ituverava, casou-se e exerceu atividades profissionais e na sociedade, tornando-se uma referencia na história do município.
Veja, abaixo, a íntegra da entrevista.

Quando veio para Ituverava
“Vim para Ituverava em 9 de novembro de 1953, aos 22 anos de idade, como sargento do Tiro de Guerra, transferido do Rio de Janeiro. O motivo da vinda deveu-se a cumprir normas de transferência militares do Exército”.

Onde nasceu
“Nasci em Maracaju (MS), em 9 de novembro de 1931. Fui transferido para cá após trabalhar no Rio de Janeiro. Assumi as funções designadas em 1953 e me casei aqui em Ituverava, aos 12 de maio de 1957, com Maria da Glória Pimenta Gomes. A cerimônia religiosa foi realizada na Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo desta cidade”.
“Ficamos em Ituverava por 12 anos sendo instrutor de 12 turmas de atiradores, pois à época formava-se uma turma por ano. Em 1965, fui transferido para o 6º Batalhão de Caçadores do Exército, com sede em Ipameri, Goiás”.
“Fui promovido a segundo-tenente e transferido para a 5ª CSM de Ribeirão Preto-SP, e daí para Bauru, onde permaneci até meados de 1977. Neste ano, voltei a Ituverava, já no posto de capitão e chefiava a 15ª Delegacia do Serviço Militar, que foi transferida para Mirassol”.
“Depois fui para a reserva em 1978, chefiar a segurança física da Usina Nuclear de Angra dos Reis, onde permaneci até 1982, quando retornei em definitivo para Ituverava”.

A primeira impressão
“Minha primeira impressão sobre a cidade foi muito boa em razão da tranqüilidade então reinante. Eu chegava de uma cidade muito movimentada, o Rio de Janeiro, onde estava trabalhando”.
“Quando cheguei em Ituverava pela primeira vez, em 1953, fui muito bem recebido pela comunidade e, em especial, pelo então prefeito municipal Flávio Cavalari, que muito fez para que eu me sentisse seguro na condução do TG”.
“Com o passar do tempo, fiz amizades com muitas pessoas, algumas já falecidas e muitos dos meus atiradores, que são as pessoas que fizeram o TG comigo. Se fosse citar todos os nomes, não caberia nesta página, portanto aos que lerem e se lembrarem quero que considerem-se abraçados”.

Amigos
“Das amizades iniciais lembro-me sempre do meu grande amigo Adhemar Cassiano, jornalista sem jaça, experiente e operoso vereador. Foi, para mim, um importante orientador a fim de que me adaptasse à comunidade, já que todos os dias eu freqüentava a redação da Tribuna de Ituverava (que funcionava à rua Cel. José Nunes da Silva (Rua da Igreja) e com ele trocava idéias as mais diversas e criativas. Adhemar foi um grande e fiel amigo”.



“Outro amigo que não esqueço foi o dr. Osvaldo Galvão Anderson, excelente médico-cirurgião, meu padrinho de casamento civil e exímio atirador. Íamos nas horas vagas ao Estande do Tiro treinar, uma vez que ele era também Oficial de Cavalaria R2”.

Carreira profissional
“Posso dizer com segurança que em Ituverava ao exercer a profissão militar, fui muito bem sucedido já que formei 12 turmas de reservistas, participei com todas elas de melhorias nas instalações da sede do TG, principalmente a turma de 1959, que trabalhou arduamente para que fosse construída o excelente prédio onde hoje funciona a sede do TG”.

Vida em sociedade
“Junto da comunidade, participei da construção do Salão Paroquial da Igreja Matriz, ao lado das Eliane Barbosa e Eni Lucas de Souza. Sob a orientação do Promotor de Justiça da época, Marcos Mendes Lyra, instalamos a Guarda Mirim de Ituverava”.

“Durante meu tempo de trabalho no TG tive a ventura de trabalhar com 5 prefeitos: os senhores Flávio Cavalari, João Athayde de Souza (meu padrinho de casamento no religioso), Hélvio Nunes da Silva (“Zito”), Salvador Cordaro Cruz e Orlando Seixas Rego. Todos saudosos políticos que me concederam total apoio”.

Fato interessante
“Aqui cabe um fato interessante: quando desembarquei na estação de trem da estrada de ferro Mogiana, na manhã de 9 de novembro de 1953, (prédio hoje abandonado ao fundo do Cristo Redentor no Alto da Estação) fiquei um pouco assustado com o tamanho da cidade, pois naquela época havia algumas poucas casas próximas da estação e, imaginei ser Ituverava apenas aquela parte”.
“Um jovem, filho do proprietário do Hotel Central, Manoel Espanhol me mostrou a cidade aqui na parte baixa. Não havia o bairro Estação ainda, apenas algumas casas. Naquela época a Av. Dr. Soares de Oliveira não era asfaltada e os terrenos eram apenas mato, o que dificultava a vista completa da cidade. Mas logo me tranqüilizei ao chegar no centro da cidade”.

Análise sobre Ituverava
“Resido em Ituverava com muito prazer, por ser a terra natal da minha esposa e dos meus filhos, é uma cidade com o povo acolhedor, onde fiz muitas amizades e me sinto muito bem”.

Perspectivas para a cidade
“Em minha opinião, Ituverava poderá crescer muito mais com a instalação de novas indústrias, com seus fornecedores e parceiros. Quanto ao que falta, penso que poderia haver maior desenvolvimento de atividades culturais, tais como teatro, feiras, eventos e exposições. Uma atenção à segurança também é ponto crucial para seu desenvolvimento com qualidade de vida”.

Raio X

Nome: Washington de Souza Gomes
Idade: 78 anos
Profissão: advogado e capitão da reserva do Exército Brasileiro.
Esposa: Maria da Glória Pimenta Gomes, 77 anos, filha de Alfredo Cardoso Pimenta e Maria Flores Pimenta
Filhos: Washington Pimenta Gomes, 51 anos, zootecnista; Ivana Pimenta Gomes, 49 anos, química industrial e Ana Cristina Pimenta Gomes S. Silva, 43 anos, cirurgiã-dentista, casada Jocival Alves Silva
Netos:Mateus e Samuel nome completo pais da dona Glória

 

 

 

 

 

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