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09/04/2010
Juíza de Direito Estadual Vanessa Aparecida Pereira Barbosa e os pais José Roberto Alexandre Barbosa (“Barbosinha”) e Cleusa Aparecida Pereira BarbosaVanessa Aparecida Pereira Barbosa fala sobre o período que viajou pela Europa, que foi muito rico para sua formação pessoal
A ituveravense Vanessa Aparecida Pereira Barbosa é uma jovem juíza de Direito, residente em Ribeirão Preto. Ela conta que deixou Ituverava em 1998, aos 17 anos, quando mudou-se para São Paulo para cursar a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
“Ter me tornado juíza foi uma grande conquista na minha vida. Para ocupar este cargo tive que abdicar do lazer e das horas de descanso e me dedicar arduamente aos estudos, pois o concurso é dificílimo. Contei nesta trajetória com o indispensável apoio da minha família e do meu marido”, disse a juíza.
Veja, abaixo, a íntegra das respostas:
Há quanto tempo se mudou de Ituverava? Por quê?
“Mudei-me de Ituverava em 1998, quando tinha 17 anos, logo após ter sido aprovada no vestibular da FUVEST. Fui morar em São Paulo para cursar a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP)”.
“Morei na capital paulista até meados de 2005, quando me mudei para Goiânia (GO), cidade-natal do meu marido. Permanecemos em Goiânia por três anos, até que em julho de 2008, quando fui aprovada no Concurso da Magistratura do Estado de São Paulo e nos transferimos para Ribeirão Preto, onde residimos atualmente”.
Quando e onde se formou?
“Conclui o curso de Direito em 2003, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP). Quando estava no 3º Ano do curso, tranquei a faculdade e passei um período na Europa (2001). Morei em Madri (Espanha), e em Londres (Reino Unido), onde estudei espanhol e inglês. Aproveitei aquele ano para ‘mochilar’ e conhecer diversos países e suas culturas. Foi um período muito rico para minha formação pessoal, do qual nunca me esquecerei”.
Carreira profissional
“Na adolescência, optei pelo curso de Direito porque gosto da área de Humanas. Sempre li muito e sentia que devia seguir uma carreira ligada a humanidades, a despeito de ter interesse também por outras áreas. Contudo, não conhecia bem a profissão, até porque no núcleo familiar não existe nenhum advogado. Após iniciar o curso, fui aos poucos conhecendo a ampla atuação dos juristas”.
“No decorrer da graduação, percebi que não tinha muita aptidão para exercer a advocacia, apesar de achar uma carreira muito bonita e respeitável. Já sentia, por outro lado, uma inclinação forte pelas carreiras públicas, mas sem definição por uma em específico. Foi então que, após terminar a faculdade, comecei a estudar para concursos”.
“Inicialmente, foquei os estudos no Ministério Público Estadual. Neste ínterim, fui aprovada em um concurso para Gestora Jurídica do Estado de Goiás, cargo que exerci durante o ano de 2007 e metade de 2008, na cidade de Goiânia. Mesmo trabalhando, continuei a estudar e, a certa altura dos estudos, já mais amadurecida sobre as minhas aptidões, redirecionei os meus esforços para a carreira da Magistratura Estadual”.
“Em meados de 2008, após quase quatro anos de dedicação, fui aprovada na Magistratura de São Paulo. Dois meses depois também fui aprovada para o cargo de Promotora de Justiça do Estado de Goiás. Acabei, por fim, optando por tomar posse para o cargo de Juíza. Escolhi Ribeirão Preto como sede das minhas atividades. Em setembro de 2008 meu marido e eu nos mudamos para lá. Tão logo nos estabelecemos, ele foi contratado como advogado do Escritório Brasil Salomão e Mattes Advogados Associados, onde trabalha até hoje”.
“Sou juíza-substituta e estou à espera de uma boa oportunidade para me promover a juíza de Direito de uma cidade de entrância inicial próxima a Ribeirão Preto”.
Realização
“Ter me tornado juíza foi uma grande conquista na minha vida. Para ocupar este cargo tive que abdicar do lazer e das horas de descanso e me dedicar arduamente aos estudos, pois o concurso é dificílimo. Contei nesta trajetória com o indispensável apoio da minha família e do meu marido”.
“Especialmente os meus pais foram essenciais ao meu êxito, pois sempre me apoiaram tanto material como psicologicamente para que eu nunca desistisse do meu sonho. Reconheço e agradeço muito a eles por todas as privações que passaram para me dar suporte nos estudos. Divido esta grande conquista com eles e serei eternamente agradecida pela confiança que depositaram em mim”.
“Como juíza-substituta tenho trabalhado a maior parte do tempo na cidade de Ribeirão Preto, mas em alguns períodos atuo em cidades vizinhas como São Simão, Sertãozinho, Jardinópolis etc.. Realizada profissionalmente, desejo voltar aos bancos da faculdade no futuro para uma especialização. Por ora, pretendo dedicar meu tempo livre à maternidade, pois estamos à espera do nosso primeiro filho”.
Qual é sua freqüência de visitas à cidade?
“Costumamos visitar Ituverava mensalmente. Gostamos de ir para minha cidade para desfrutar da companhia da família e dos amigos”.
Quando e onde e com quem se casou?
“Casei-me com o Uirá Costa Cabral, na cidade de Goiânia-GO, no dia 21 de julho de 2007. Nós nos conhecemos na faculdade e namoramos muitos anos até oficializarmos nossa união. Como morávamos em Goiânia na época do casamento, resolvemos fazer a cerimônia e a festa lá para facilitar os preparativos. Foi um evento muito especial em nossas vidas, no qual contamos com a presença da família e amigos mais próximos”.
“Grandes lembranças de Ituverava?
“Ituverava, para mim, tem sabor de infância e adolescência. Às vezes ando por algumas ruas, principalmente as que são próximas à casa dos meus pais, e percebo que já passei por ali tantas vezes que sei de cor o desenho do ladrilho das calçadas. Esta sensação é muito confortante”.
“Guardo com muito carinho as lembranças da minha primeira infância da Escola Municipal de Educação Infantil João Antônio Macedo, do Ensino Fundamental na EEPSG Capitão Antônio Justino Falleiros e do Ensino Médio no Colégio Nossa Senhora do Carmo-COC e no liceu Van Gogh-Anglo”.
“Viver numa cidade pequena quando criança me ofereceu liberdade para brincar descalça na rua e para travar amizades que continuarão por toda a vida. Vivi uma adolescência muito saudável e animada, ao lado de amigos e amigas que são muito especiais. Também tenho muito orgulho do ensino ituveravense. Estudei em escola pública durante todo o Ensino Fundamental e recebi uma educação de primeira qualidade, que foi essencial no meu sucesso profissional”.
Lembranças de Ituverava
“Li a entrevista do amigo Renato Cazaroti Jabur neste espaço e compartilho com ele a mesma lembrança de Ituverava: as festas juninas na Rua Quintino Bocaiúva, local onde meus pais moram há 25 anos. As festas aconteceram por quatro anos seguidos e foram divertidíssimas”.
“Todos os vizinhos participavam ativamente e a criançada realizava um característico casamento caipira, seguido de uma animada quadrilha. A meninada da rua arrecadava dinheiro com os vizinhos para confeccionar as bandeirinhas e os enfeites, que eram preparados na garagem da casa dos meus pais (uma bagunça!)”.
“No dia da festa a rua era interditada por cavaletes e ficava toda colorida. Os adultos traziam as comidas e bebidas e teve um ano que apareceram dois sanfoneiros! Todo mundo caiu no forró. Realmente foram eventos inesquecíveis”.
Amigos de Ituverava
“São muitos as amigas e amigos. Aí estão alguns deles: Stefânia Galdiano Vieira de Matos, Soraya Kawakami Maeda, Fabiana Lima de Matos, Fernanda Pavan, Paula Elaine Diniz dos Reis, Fabíola de Paula Pereira, Aline Fernanda da Silva, Jaqueline Ferreira Sluiuzas, Mariana Salgado, Ana Paula Rodrigues dos Santos, Monique e Michele Alves Pires, Vanessa Maeda, Angélica Maeda, Daniela Fogaça, Rúbia Alencar, Ana Cristina Fragata Rodrigues, Viviane Rodrigues Leite, Caroline Okubo, Stefânia Pires Lance, Gisele Pandolfi, Ana Laura Macedo, Tatiana Montsutsumi, Mayra Barbosa Marques Rodrigues, Marcela Pavan, Giovana Yumi Shiratsushi, Marina Motomura, Cíntia Beatriz Mira, Patrícia Belinello, os irmãos Renato e Rodrigo Cazaroti Jabur, Cecílio Moisés, Alexandre Duarte (‘Dilé’), Ricardo Kikuda, Luís Fernando Moysés (‘Zuiz’), Eduardo e William Maeda, Danilo Maeda, Leandro Maeda, Wilker Beicker, Fábio Almeida, Anderson Cantagalo, Fernão Cruz, Ariovaldo Pires, Nemércio Rodrigues, André Diniz, Marcelo Barrachi, Thiago Carreira (‘Batata’), Tiago Liberato, Guilherme Fidelis (‘Tchola’), João Bittar Júnior, Alcides Barbosa Garcia, Tadeu Aliadér Fraguás Vidal Pistori (in memoriam). Também os vizinhos da Rua Quintino Bocaiúva: Aline Regina Barbosa Dib, Marlon, Rodrigo, Diego, Natália, Mariuchi, Mariusca e Murilo”.
Como analisa Ituverava
“Ituverava é uma cidade com grande potencial, em todas as áreas. Tem um comércio em expansão, serviços públicos de qualidade, hospitais e clínicas com bons serviços e excelentes profissionais em diversos segmentos. O ensino, como frisei, também é digno de elogio. Há boas escolas e as faculdades são referências no nosso Estado”.
Do que mais gosta e do que menos gosta
“Gosto da tranqüilidade de cidade pequena e da sensação de ‘estar em casa’. Ituverava é bastante acolhedora e as pessoas daqui são solícitas e gentis.
O que falta no município
“Como diversas outras cidades paulistas, nos últimos anos, Ituverava vem recebendo muitos trabalhadores rurais que migram para suprir o déficit de mão-de-obra local da cultura canavieira. Creio que o município precisa se aparelhar melhor para acolher este contingente de pessoas, evitando, assim, diversos problemas sociais que emergem do fluxo migratório. Tais providências, de cunho assistencial, se fazem necessárias para evitar a alteração do cenário social da cidade e o agravamento da pobreza, principalmente nesta específica camada da população”.
Sugestão para o desenvolvimento
“Acho que Ituverava está no caminho certo. Sinto, porém, que a criminalidade está se incrementando nos últimos anos, o que evidencia a necessidade de maiores investimentos em segurança pública”.
Voltar a morar em Ituverava
“Eu gostaria de voltar para Ituverava, mas não acho que isso seja possível em curto prazo, devido a minha vida profissional e pessoal”.
Raio X
Nome: Vanessa Aparecida Pereira Barbosa
Idade: 29 anos
Profissão: Juíza de Direito Estadual
Esposo: Uirá Costa Cabral, 30 anos, advogado
Filiação: José Roberto Alexandre Barbosa (“Barbosinha”), policial militar aposentado e Cleusa Aparecida Pereira Barbosa, avicultora.
Irmãos: Guilherme Alexandre Pereira Barbosa (agricultor), casado com Angélica Helena Guitarrari Barbosa e Luciana Aparecida Pereira Barbosa (dentista), casada com Régis Ferreira dos Santos Silva.
Sobrinhos: William Alexandre Guitarrari Pereira Barbosa, 15 anos; Guilherme Alexandre Pereira Barbosa Júnior, 13 anos; e Renan Pereira Barbosa Abdala, 12 anos
Avós: José Alexandre Barbosa (‘Zé Leitoa’) (in memoriam) e Maria Emilia Fernandes Barbosa (in memoriam) e materna de Marciliano Baptista Pereira (in memoriam) e Luiza Garcia Batista Pereira.