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MINHA ITUVERAVA

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26/04/2010

ATRIZ RELEMBRA A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA EM ITUVERAVA

“O que mais gosto de lembrar é dos carnavais da Associação Atlética Ituveravense, que são absolutamente inesquecíveis!”.

Gilda Nogueira Macedo... Alguém conhece? Mesmo tendo se mudado da cidade ainda jovem, muitos se lembram da “Gildinha”, filha de Maria do Carmo Nogueira (“Tatau”) e Élcio de Freitas Macedo (“Elcinho Macedo”). Hoje, ela é Gilda Nomacce, umas das mais promissoras atrizes do Brasil. Recentemente, concorreu ao Prêmio Shell de Teatro, o ponto de referência nos palcos brasileiros. A premiação é direcionada aos maiores destaques da temporada teatral, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e ela concorreu com nada mais, nada menos que Fernanda Montenegro e Betty Faria.

“Gildinha” costuma vir a Ituverava quatro ou cinco vezes por ano. “Eu me lembro dos amigos e da família, e tenho saudade das jabuticabeiras da fazenda do meu pai, da Praça 10 de Março, da cachoeira Salto Belo, da escola, dos bailinhos que fazia em casa, dos blocos de carnaval com as primas…”

Veja, abaixo, a íntegra da entrevista:

Há quanto tempo se mudou
Eu me mudei de Ituverava há 27 anos, quando meus pais se separaram.

Quando e onde se formou
“Comecei a fazer teatro aos 12 anos, no Colégio Marista, de Ribeirão Preto. Aos 16 anos, me mudei para São Paulo para buscar o meu sonho; depois morei no Rio de Janeiro, onde estudei com Camila Amado, entre tantos outros grandes nomes do teatro”.

“De volta a São Paulo, ingressei na Companhia Macunaíma, do diretor teatral Antunes Filho, meu mestre maior; onde passei cinco anos e no seu CPT (Centro de Pesquisa Teatral) desenvolvi uma intensa pesquisa de interpretação e dramaturgia, através do projeto Prêt-à-Porter”.

“Morei em Londres, também em busca de boa formação. Estudei na City Lit School of Art, onde me aprofundei na técnica de Stanislavsky. Nos Estados Unidos realizei Residência Artística em Watermill Center coordenado pelo renomado encenador Robert Wilson. Em 2009, fiz Residência Artística em Moscou, no teatro de Tabakov”.

“Continuo sempre a minha caminhada no aprendizado da profissão. Atualmente, faço bastante cinema. Agora, estou filmando o longa-metragem ‘Trabalhar Cansa’, dirigido por Juliana Rojas e Marco Dutra, com os quais já filmei antes o curta-metragem ‘Um Ramo’, premiado no Festival de Cannes em 2007”.

Alguns trabalhos
“Fiz uma minissérie na TV Cultura, que ainda esta no ar reprisando: ‘Tudo o Que é Sólido Pode Derreter’, com a direção de Rafael Gomes e Esmir Filho. Também tenho vídeos de internet que fazem bastante sucesso. Os mais acessados são: ‘Como manter um nível saudável de insanidade’, com direção de Rafael Gomes e Mariana Bastos e que teve mais de 500 mil acessos no YouTube e ‘Corpo Estranho’, de Lourenço Mutarelli.

Freqüência de visitas
“Costume visitar Ituverava umas cinco vezes ao ano, de acordo com as possibilidades da minha agenda profissional”.

Casamento
“Casei-me em 1996, com o músico Rodrigo Ramos Roviralta, 38 anos, e desde então moramos São Paulo”.

Lembranças de Ituverava
“Me lembro dos amigos e da família que aí ficaram. Tenho saudade das jabuticabeiras da fazenda do meu pai, da Praça 10 de Março, da escola, dos bailinhos que fazia em casa, dos blocos de carnaval com as primas…”

“Entre as minhas várias lembranças, com certeza, estará para sempre a cachoeira Salto Belo. Eu me lembro do meu avô Daniel Nogueira. Ele falava ‘A Cachoeira do Vovô Nogueira’. E eu achava que era dele...”.

Fato que a marcou
“O que mais gosto de lembrar são os carnavais da Associação Atlética Itveravense. Absolutamente inesquecíveis! Tenho muita saudade”.

“Lembro-me da convivência com meus primos, de minha família em geral, que é excelente. São muitos: a ‘Tia Biju Querida’ (Maria Auxiliadora Bombig –“Bijurinha”), meus tios Elora Nogueira Inácio (‘Elorinha’) e Lelces Antônio Ignácio, meus padrinhos que sempre me incentivaram, ‘Tia Izildinha Macedo’, que me recebeu tantas vezes com seu creminho com ameixas… Começo a chorar me lembrando de todo esse carinho recebido”.

Amigos que conviveram na juventude
“Durante a minha infância, fui muito ‘paparicada’ pelos meus vizinhos, que acabaram se tornando pessoas fundamentais na minha vida. Eu era paparicada pela família da ‘Leléia’ (Said Jacob), pelo seu genro Milton Alves Ferreira e a esposa Sirlei Jacob Ferreira, pelos filhos Maria Constância (‘Tança’), casada com o Juvenal Modes, Sara Aparecida Alves de Carvalho (‘Ticá’) e Mário Alves Ferreira Neto…”.

“Foi na casa deles que passava as minhas tardes. Tudo o que podiam faziam para me agradar. Foi a mesma coisa na família da Cida (Maria Aparecida Rosa da Silva Modes “Cidinha”): e os filhos Leila da Silva Matos, Marcos Antônio da Silva Modes, Lilian da Silva Modes, Leni da Silva Modes e José Francisco da Silva Modes”.

“Eu me lembro, além de tanto carinho, das pamonhas da Cidinha, que até hoje não comi nenhuma melhor, e ela continua fazendo. Tá aí uma dica!”.

Como analisa Ituverava
“Ituverava é uma cidade com grande potencial de desenvolvimento em todos os campos, como agricultura, indústrias, comércio, artes, turismo, educação...”.

Do que mais gosta e do que menos gosta
“Gosto da terra roxa. O que me desagrada? Não sei… na verdade nada, pois é sempre muito bom estar aí”.

Sugestão de desenvolvimento
“Gostaria de ver um movimento cultural mais atuante”.

Voltar a morar
“Quem sabe...”


Raio X

Nome: Gilda Nogueira Macedo, (o nome artístico é “Gilda Nomacce”, para unir Nogueira da mãe e Macedo do pai e um ‘c’ a mais veio da numerologia)
Idade: 38 anos
Profissão: Atriz
Esposo: Rodrigo Ramos Roviralta
Filiação: Maria do Carmo Nogueira (‘Tatau’) e Élcio de Freitas Macedo (“Elcinho Macedo”); são meus irmãos: o Elcinho Nogueira Macedo (“Cico”), professor de Inglês, e Maria Eugênia Nogueira Macedo (“Marô”), mãe de meus sobrinhos Tiago, Caio e Ana Júlia.

 

 

 

 

 

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