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18/02/2011

EDIÇÃO 2.915 - CANTEI, CANTEI!

Expressão de um estilo musical de sua época, Cauby Peixoto completou 80 anos

“Cantei, Cantei.” Assim como na famosa canção de Chico Buarque, conhecida pela voz de Cauby Peixoto, o cantor, remanescente da era do rádio, viveu a vida a cantar. Nesta quinta-feira, 10, ele completou 80 anos – 60 só de carreira. Cauby está na lista dos imortais da música brasileira, coroado pela eterna canção “Conceição”. Mas não é só de música e história que se faz um grande músico... É também de personalidade.

Esse atributo é que fez do cantor um grande ícone da música romântica da década de 1950 e que continua conquistando novos admiradores. Cauby tem mais de uma canção eternizada por seu jeito de cantar peculiar, que caracteriza uma geração formada pelo rádio. Ele é uma “persona” e tem autenticidade no seu modo de se vestir, de pentear a peruca e de ser vaidoso.

A história de Cauby é como a de muitos da década de 1950. Começou em um show de calouros e com o sonho de ser cantor. O resultado foi se tornar sucesso em todo o país. No início, ele cantava em boates no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na época, era fã de Orlando Silva, o cantor de multidões, de quem tomou o lugar nas paradas de sucesso em dois anos.

Antes disso, Cauby conheceu o empresário e compositor Di Veras, a quem se atribui a criação da “personalidade caubyniana”. Ele virou ídolo de uma geração. As mulheres corriam e rasgavam as roupas atrás dele. Décadas depois, o artista ainda resiste ao tempo, cantando o estilo romântico exagerado e até hoje lota casas de shows em que se apresenta.

Cantei, cantei

Cauby Peixoto Barros nasceu em 10 de fevereiro de 1931, em Niterói, no Rio de Janeiro. Ele começou a cantar no coral do colégio e atribui ao irmão Moacir Peixoto, que morreu em 2003, o título de melhor professor. “Eu cantava alto, estridente. Moacir que me ensinou a cantar de verdade.”

Ele começou tentando o estrelato por meio de shows de calouros, na década de 1950. Logo gravou canções em discos e teve seu primeiro hit de sucesso: Blue Gardênia. Em 1956, gravou “Conceição” e se aventurou nos Estados Unidos, com o nome artístico Ron Coby. Ficou dois anos no país e chegou a receber elogios da revista Time.
Nas décadas de 1960 e 1970, continuou a carreira se apresentando em casas noturnas. Em 1980, lançou o disco “Cauby! Cauby!”, com canções escritas por Caetano Veloso, Tom Jobim, Roberto e Erasmo Carlos, e Jorge Benjor. Teve em Bastidores, de Chico Buarque, outro grande sucesso. Na mesma época, ele inaugurou sua mais famosa parceria com Ângela Maria.

Nos anos 1990, lançou “Cauby canta Sinatra” e até hoje continua a se apresentar em casas de shows, como toda segunda-feira no Bar Brahma, em São Paulo.

 

 

 

 

 

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