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01/04/2011

EDIÇÃO 2.920 - ESTRÉIA NESTA TERÇA NO SBT, “AMOR E REVOLUÇÃO”, NOVELA QUE PRETENDE CONTAR UM POUCO DO PASSADO NEGRO DO BRASIL

Maria Paixão e Mario sofrem ataque na sede da UNE. José Guerra aparece para ajuda-los entre incêndio, explosoes e bombas de gás lacrimogênio

Com o final da bem sucedida reprise de “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, o SBT aposta agora na estreia de “Amor e Revolução”, que acontece nesta terça-feira, às 22h15 e será a primeira telenovela brasileira a abordar o período da ditadura militar no Brasil. A trama está sendo escrita por Tiago Santiago e tem a direção de Reynaldo Boury.

Ambientada no Rio de Janeiro e em São Paulo, a novela tem início com a Revolução de 1964 e perpassa pelo período mais obscuro da ditadura militar, os chamados Anos de Chumbo. “A intenção é narrar a história de personagens diretamente ligados ao tema da ditadura, seja a favor ou contra, como militares, guerrilheiros, torturadores, artistas, jornalistas, advogados e estudantes nos anos brutais da repressão. É possível que avancemos até a Guerrilha do Araguaia, no começo da década de 70”, observa Tiago Santiago.

“Amor e Revolução” conta a grande história de amor vivida pelo militar José Guerra (Claudio Lins) e pela guerrilheira Maria Paixão (Graziela Schmitt), casal protagonista do folhetim. A primeira vista, o amor entre os dois é impossível, pois Maria (Graziela Schmitt) é líder do movimento estudantil e vai para a luta armada, e José Guerra (Claudio Lins) é um militar da Inteligência, contra a ditadura, democrata, porém filho de um general da linha-dura. Os dois têm rivais: o jovem dramaturgo de esquerda Mario Vieira (Gustavo Haddad) e a bela e glamurosa atriz Miriam (Thais Pacholek), e surpresas podem acontecer.

A história da luta armada pelos ideais da democracia e liberdade no Brasil são vividas por Batistelli (Licurgo Spínola) e Jandira (Lúcia Veríssimo), casal coprotagonista de subversivos perseguidos pela repressão, desde o primeiro momento do golpe; a violência aos direitos humanos e abuso de poder por parte do delegado Aranha (Jayme Periard), do inspetor Fritz (Ernando Tiago), e dos militares Major Filinto (Nico Puig) e General Lobo Guerra (Reinaldo Gonzaga); a luta pela liberdade de expressão por meio da arte e da imprensa; a desagregação de famílias; a força de estudantes engajados que defendem a igualdade social no país; e as atrocidades cometidas contra os presos políticos são alguns dos temas abordados por Tiago Santiago em torno da trama central.

“Amor e Revolução” será uma novela bem dinâmica

“Amor e Revolução” terá muita ação, fortes emoções, cenas de suspense, perseguições, tiroteios, torturas, ao lado de cenas românticas, heróicas e ternas, com toques de leveza e graça. A novela levanta discussões sobre as mudanças comportamentais na década de 60, como a liberação da mulher após a pílula, o feminismo, o movimento hippie, a cena teatral e musical, as transformações provocadas pela moda, entre outras revoluções culturais dos anos 60.

Com elenco enxuto, o folhetim conta com 35 atores fixos, mas com várias participações episódicas, de um ou poucos capítulos. Os personagens de “Amor e Revolução” são puramente ficcionais, protagonistas de sua própria história; qualquer semelhança com pessoas da vida real é mera coincidência.

“Houve muitos estudantes que foram para a luta armada, muitos militares que ficaram contra o golpe, muita gente na linha-dura e muitos torturadores. Não posso dizer que os personagens são inspirados em uma ou outra pessoa em particular. Ainda que haja coincidências, os personagens são ficcionais, simbólicos e têm vida própria”, explica Tiago Santiago.


Ao longo da novela os principais fatos históricos e imagens que marcaram o período repressor da ditadura são mencionados como pano de fundo da trama. Depoimentos de personagens reais que sofreram perseguições e torturas durante o regime ditatorial são exibidos ao final de cada capítulo da novela.

 

 

 

 

 

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