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17/01/2011
Foto de divulgação: no ambiente de trabalho, “enrolados” podem atrapalhar andamento da empresa ‘Maioria diz que não ‘enrola’ para cumprir seus objetivos
Em enquete realizada pela Tribuna de Ituverava, entrevistados disseram que não têm este hábito. Procrastinar significa transferir para outro dia ou deixar para depois. “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. A frase é batida, mas não sai de moda. Afinal, chegou mais um janeiro, mês onde as pessoas traçam metas para o ano que se inicia. Há uma vontade genuína de mudança, mas ela costuma esbarrar, para boa parte das pessoas, numa barreira tão sólida quanto invisível: o hábito de adiar tarefas difíceis ou chatas, deixando-as para amanhã. Ao final de um ano de adiamentos, descobre-se que a vida mudou muito pouco.
Ao contrário do que parece, entretanto, isso não é um problema exclusivo de poucos, mas da maioria das pessoas. Empurrar com a barriga é uma tendência universal, profundamente enraizada no comportamento humano. Inclusive, para o ato, existe até uma definição – difícil, por sinal –, usada por psicólogos do mundo inteiro: a procrastinação.
As causas psicológicas da procrastinação variam muito, mas geralmente tendem a fatores como ansiedade, baixa auto-estima e uma mentalidade auto-destrutiva. Pensa-se que procrastinadores têm um nível de consciência abaixo do normal, mais baseado em “sonhos e desejos” de perfeição ou realização, em vez de apreciação realista de suas obrigações e potenciais.
Procrastinação e a saúde mental
A procrastinação pode ser uma desordem persistente e debilitante em algumas pessoas, causando disfunções e imperícia psicológicas significantes. Estas pessoas podem estar, de fato, sofrendo de outros problemas mentais como depressão ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Enquanto que a procrastinação é uma condição comportamental, esses outros problemas de saúde mental podem ser tratados com medicamentos e/ou terapia.
A terapia pode ser uma ferramenta importante para ajudar um indivíduo a ter novos comportamentos, superar seus medos e ansiedades, e alcançar uma melhor qualidade de vida. Portanto, é importante para as pessoas que lidam cronicamente com a procrastinação debilitante, consultarem um terapeuta ou um psiquiatra para ver se um maior problema de saúde mental pode estar presente.
ENQUETE
Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas perguntar ao ituveravense se ele cumpre todas as suas tarefas no momento marcado. A maioria diz que sim. “Costumo fazer minhas obrigações no mesmo momento, principalmente porque sou perfeccionista e não gosto de nada pendente”, afirma o empresário Rodrigo de Melo.
Já a vendedora Roberta Foroni de Freitas, 27 anos, assim como a maioria dos brasileiros, admite que posterga uma ou outra ação. “Não tenho o hábito de fazer tudo de imediato e costumo deixar tudo para depois. Não sei por que isso acontece, acho que pelo comodismo”.
Veja, a íntegra das respostas: