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05/08/2013
Ituverava é a quarta melhor cidade para se viver, de acordo com IDHMComparação foi feita com os 22 municípios da região administrativa de Franca, segundo informações do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013
Esta semana, foi divulgado o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), indicando que, no geral, as cidades brasileiras melhoraram seu padrão de vida. De acordo com levantamento, apenas 0,6% dos municípios brasileiros podem ser classificados com nota “Muito Baixa”.
Ituverava tem o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal entre os 22 municípios da região administrativa de Franca, segundo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado segunda-feira, 29 de julho, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O IDHM é um índice composto por três indicadores que mensuram o desenvolvimento humano em determinada região: vida longa e saudável (Longevidade), acesso ao conhecimento (Educação) e padrão de vida (Renda). No Atlas de 2013, o IDH foi calculado com base nos dados do Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os três indicadores que compõem o IDHM, o que mais contribuiu para a pontuação geral do Ituverava em 2013, foi o de Longevidade, com 0,841 (classificação "desenvolvimento muito alto"), seguido por Renda (0,768; "alto") e por Educação (0,697; "médio").
Para o prefeito Walter Gama Terra Júnior, os números comprovam a orientação de seu programa de governo no sentido de melhorar a rede de educação do município.
“Apesar de estarmos em uma boa posição, sabemos que vamos melhorar e, por isso estamos priorizado nossas ações e investimentos no setor de Educação”.
Cidade evoluiu
Esta é a terceira edição do Atlas da ONU, as outras duas foram divulgadas em 1998 e 2003. Nesta edição de 2013, ficou constatada a evolução de Ituverava entre 2003, na qual o município figurava na 826ª posição do ranking nacional, para 289º posição, entre os 5.564 municípios brasileiros.
As notas dos municípios da região, em âmbito nacional, colocam Ribeirão Preto como a 40ª melhor cidade para se viver, em todo o país. Neste ranking, Franca e Orlândia estão na 128ª posição; Igarapava em 249º lugar, e Ituverava na 289ª colocação. São Joaquim da Barra está na 335º posição; Aramina em 764º lugar e Buritizal na 897ª colocação. O município de Guará não obteve boa colocação, ficando na 1.362ª posição.
Índice aponta que cidades brasileiras melhoraram
De um modo geral, quase todos os municípios brasileiros melhoraram seu índice. A classificação do IDHM geral do Brasil mudou de “muito baixo”, em 1991, para “alto desenvolvimento humano”, em 2010.
Os dados foram calculados de acordo com os Censos de 1991, 2000 e 2010. Em 1991, o IDH Brasileiro era de 0,493. Em 20 anos, o Brasil cresceu 47,5% entre 1991 e 2010, segundo o Atlas.
A cidade com o IDHM mais elevado do Brasil é São Caetano do Sul, na região do ABCD Paulista, que se destaca pela fortíssima indústria automobilística. Aliás, São Paulo é o Estado com melhor IDHM geral (0,783). Entre as Unidades da Federação perde apenas para o Distrito Federal, única co m índice “Muito Alto” (0,824).
Entre os 50 municípios com pior IDHM, todos registraram evolução positiva no índice, embora permaneçam nas mesmas últimas colocações em relação aos levantamentos anteriores.
A cidade com pior IDHM em 1998, Caraúbas do Piauí (PI), tinha há 15 anos índice de 0,121, considerado “Muito Baixo”. No levantamento deste ano passou para 0,505 e mudou a classificação para “Baixo”. No entanto, ainda continua entre os 50 piores índices do país.
Em 2003, o pior IDHM foi registrado em Aroeiras do Itaim (PI), com índice de 0,208. No levantamento de 2013, a cidade passou de “Muito Baixo” para “Baixo Desenvolvimento”, com o IDHM de 0,519. Com isso, Aroeiras do Itaim deixou de figurar entre os 50 piores índices.
Como é calculado o IDHM e qual é a sua finalidade
O IDHM é um índice composto por três indicadores de desenvolvimento humano: vida longa e saudável (Longevidade), acesso ao conhecimento (Educação) e padrão de vida (Renda).
O IDHM do país não é a média municipal do índice, mas sim, um cálculo feito a partir das informações do conjunto da população brasileira em relação aos três indicadores. O IDH municipal também tem critérios diferentes do IDH global, que o Pnud – órgão ligado à Organização das Nações Unidas – divulga anualmente e que compara o desenvolvimento humano entre países.
Entre os três indicadores que compõem o IDHM, o que mais contribuiu para a pontuação geral do Brasil em 2013 foi o de longevidade, com 0,816 (classificação "desenvolvimento muito alto", seguido por renda (0,739; "alto") e por educação (0,637; "médio").
Apesar de educação ter o índice mais baixo dos três, foi o indicador que mais cresceu nos últimos 20 anos: de 0,279 para 0,637 (128%). Segundo o Pnud, esse avanço é motivado por uma maior frequência de jovens na escola (2,5 vezes mais que em 1991). No indicador longevidade, o crescimento foi 23% entre 1991 e 2010; no caso de renda, a alta foi de 14%.