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BRASIL

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08/01/2015

DO 1º NU ÀS DIRETAS JÁ, LIVRO FALA DAS ESCOLAS MAIS OUSADAS DO CARNAVAL

As Primas Sapecas do samba será lançado na Lapa no dia 13. Ilha do Governador, São Clemente e Caprichosos são tema de obra.

Há exatos 30 anos, em 1985, o Brasil clamava pelo voto direto e o carnaval refletia todo aquele movimento do final da ditadura, na carona dos desfiles da Caprichosos de Pilares, em especial, “E por falar em saudade”. O samba dizia: “Diretamente, o povo escolhia o presidente. Se comia mais feijão, vovó botava a poupança no colchão”. Estas e outras histórias estão narradas no livro “As Primas Sapecas do Samba – Alegria, crítica e irreverência na Avenida” (Editora Nova Terra), obra em crônicas que conta a história da própria Caprichosos, da União da Ilha do Governador e da São Clemente. O lançamento é nesta terça-feira (13), às 19h, no Bar Ernesto, na Lapa.

As chamadas “primas sapecas” são as agremiações que, sem muito dinheiro, utilizaram as armas da simplicidade, originalidade e ousadia em seus desfiles, de modo a fazerem frente ao poderio financeiro das ditas “grandes escolas”. Conseguiram: ganharam corpo, identidade própria e conquistaram muitos apaixonados, como conta o livro.

Costumo brincar que as três nunca foram governo: jamais ganharam, trazem rebaixamento no currículo, mas sempre encontram eco para suas propostas na contramão da tendência de transformação do espetáculo”, diz o jornalista Fábio Fabato, organizador do projeto.

Os autores do livro são os também jornalistas Eugênio Leal, Vicente Dattoli e Anderson Baltar, que escreveram, respectivamente, sobre São Clemente, Caprichosos e Ilha.

O prefácio do livro é assinado por Luiz Fernando Reis, único carnavalesco que assinou apresentações das três “sapecas”. Na capa, elas são representadas por desenhos inspirados em personagens importantes das agremiações, como a carnavalesca Maria Augusta.

As ilustrações do livro são de autoria do carnavalesco e artista plástico Leonardo Bora. A "musa" da contracapa é Enoli Lara, que assina o posfácio da obra. A modelo e artista plástica protagonizou o primeiro nu frontal da avenida, gerando a proibição da dita “genitália desnuda”. Foi em 1989, na União da Ilha (Festa Profana).



Fonte: g1.globo.com

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